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E um dos assuntos cujas imagens e dados mais têm impressionado é a crise da epidemia de Ebola, na África Ocidental, que já tem mais de 3.000 casos e 1.550 mortes confirmadas, segundo o último boletim oficial da Organização Mundial da Saúde (OMS). A transmissão, principalmente em Serra Leoa, na Libéria e na Guiné, ainda não foi controlada e os casos se multiplicam a cada dia.

Essa semana houve o primeiro caso confirmado de um cidadão britânico, o qual foi removido em operação digna de filme de ficção científica (foto), com a grande mídia e a Europa em comoção diante da possibilidade, ainda que remota, de que a epidemia se alastre para outros continentes.

O drama que está sendo vivido pela região afetada denota as dificuldades em se controlar uma epidemia deste porte sem infraestrutura para atendimento, com comunidades cada dia mais isoladas e sem condições mínimas para recuperação (alimentos e medicamentos).

O risco de que se generalize e se estigmatize (ainda mais) o continente africano diante da presente situação é claro. Clara também é a necessidade de disseminação da informação e de apoio adequado aos países para que criem localmente condições de superação da epidemia com a urgência que a situação demanda…

[Para dúvidas frequentes sobre Ebola, acesse a página oficial do Ministério da Saúde sobre o tema.]


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A imagem da semana foi o emocionante reencontro da presidente da organização argentina “Avós da Praça de Maio”, Estela de Carlotto com seu neto, Guido de Carlotto – filho de pais militantes que foram assassinados durante a ditadura militar (1976-1983). A organização tem como objetivo descobrir o paradeiro de crianças desaparecidas nesse período por meio de um banco de DNA iniciado nos anos 1990 com o objetivo de comparar os dados das avós com possíveis netos que voluntariamente buscam o exame genético no país.

Antes da Copa do Mundo, foi realizado um encontro das Avós com a seleção de futebol argentina, tendo a foto com o jogador Messi (abaixo) motivado Guido a realizar o teste de DNA – ele hoje tem 36 anos e cresceu como Ignácio Hurban, com poucas e vagas informações sobre seus pais biológicos, já desconfiando há algum tempo de sua própria identidade. Seu parentesco com Estela foi, desta forma, confirmado.

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O histórico de militância dos pais falecidos, somado à luta da avó para reconstruir seu passado e reencontrar o neto roubado apresenta um simbolismo ímpar para um país que, como vários na região, viveu um triste e violento período ditatorial. Há décadas buscando virar essa página de sua história, certamente a líder Estela tem sua motivação renovada para seguir na luta em apoio às suas centenas de companheiras na organização para as quais os netos seguem desaparecidos…


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Anualmente, a Bósnia vive um triste, mas necessário, ritual no mês de julho. Durante o massacre de Srebrenica, ocorrido nesse mês em 1995, as milhares de vítimas muçulmanas (mais de 8 mil) foram enterradas em dezenas de valas comuns nas proximidades da cidade. Desde então, a cada ano, nos esforços de memória do conflito, as vítimas cujos corpos são encontrados e reconhecidos, recebem uma homenagem no memorial de Potocari e são enterradas dignamente.

Esse ano, 19 anos depois do massacre, foram ainda identificadas 175 vítimas do massacre e a cerimônia ocorreu no último dia 11 (foto), revelando os esforços de reconstrução de uma sociedade ferida, que relembra o massacre em respeito às suas vítimas, mas certamente espera nunca mais reviver uma tal experiência…


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Angela Merkel e jogadores da Alemanha após a vitória de 4×0 sobre Portugal

Mostrando que a relação entre futebol e política não é importante somente aqui no Brasil, a chanceler alemã Angela Merkel presenciou a primeira partida de seu país na Copa do Mundo contra a seleção de Portugal e, logo após a vitória por 4×0, foi até o vestiário e tirou fotos e “selfies” com os jogadores.

Já é de praxe das Copas do Mundo de Futebol a integração entre chefes de Estado e de Governo, sendo esse um dos motivos da visita de Merkel ao Brasil. No último domingo, dia 15 de junho, ela conversou em reunião com Dilma Rousseff e tratou principalmente de temas relacionados à comunicação e segurança eletrônicas. Ademais, ontem a chanceler também esteve em Salvador e manteve encontro com 150 crianças/adolescentes que participam do projeto “Festival da Bola”, uma iniciativa do governo alemão que conta com a parceria de inúmeras instituições, notadamente o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).


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A imagem dessa semana é marcante: trata-se do registro do 25º aniversário do massacre da Praça da Paz Celestial, na China. No último dia 04 de junho, milhares de pessoas se reuniram nas ruas de Pequim para exigir liberdade e democracia relembrando as vítimas de repressão (em sua maioria estudantes) durante os protestos de 1989 na Praça da Paz Celestial.

Uma multidão (estimada em 100 mil pelo governo, 180 mil segundo outras fontes) se reuniu nesta data simbólica e fica o registro da imagem impactante dos milhares de pontos luminosos nas ruas, 25 anos depois da consagrada imagem do homem desconhecido enfrentando os tanques de guerra do governo

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Após o clima de instabilidade política, protestos e efervescência popular durante os últimos sete meses, no último dia 22, os militares tomaram (novamente) o poder na Tailândia sob o argumento de “restaurar a paz e a ordem pública”. Já é o décimo-segundo golpe desde o fim da monarquia no país, em 1932. Tanques tomaram as ruas de Bangkok e os prédios de governo foram sitiados pelos militares. Na primeira imagem, os fardados declaram a queda do governo atual na televisão, e na segunda um grupo de oposição celebra o evento.

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E a imagem dessa semana não poderia deixar de ser também uma homenagem ao ícone Ayrton Senna, cuja trágica morte há exatos 20 anos ainda parece um acontecimento bastante recente na mente dos brasileiros e dos fãs mundiais do automobilismo.

Exemplo de esportista e cidadão, a fatalidade que levou sua vida no Grande Prêmio de San Marino, em Ímola (Itália), ainda é lembrada com tristeza e consternação, tendo ocorrido no auge de uma carreira já vitoriosa, mundialmente (re)conhecida, mas ainda bastante promissora, com seus apenas 34 anos de idade.

Na curva Tamburello do circuito italiano, foi realizada uma grande homenagem na última quinta-feira, 1º de maio, no horário exato de sua batida em 1994 (foto). Senna tem sido lembrado em inúmeras ocasiões e de formas diversas pelos seus admiradores no mundo inteiro, especialmente esse ano. Reconhecido como um dos maiores pilotos da história da Fórmula 1, ele foi (e é) responsável por levar as cores do Brasil a todos os cantos do mundo e inspirar multidões há 20 anos (e ainda hoje).


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Aperto de mao Figueiredo Imagem da semana
A imagem dessa semana na verdade é uma imagem de décadas atrás: trata-se de um dos retratos eternizados à época da ditadura militar no Brasil, cujo início se deu há exatos 50 anos, em 31 de março de 1964.

O golpe que destituiu o presidente reformista Jango e desencadeou 21 anos de repressão certamente não merece “homenagem”, mas de fato deve ser revisitado como parte da memória de um país que não deve permitir novamente uma tal situação de flagrante desrespeito aos direitos humanos.

A imagem da criança de 5 anos negando o aperto de mão do então presidente Figueiredo, o último dos militares no poder, é simbólica (apesar de ter sido desmistificada em alguma medida) e ilustra, talvez ingenuamente, um sentimento de rebeldia que na verdade ecoava em toda uma sociedade descontente com um regime durante o qual a tortura, a censura, os desaparecimentos e as mortes inexplicadas foram recorrentes. Conceitos e imagens de um passado brasileiro que precisa ser relembrado, ainda esclarecido em muitos aspectos, mas nunca repetido.


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Putin anexa Crimeia Imagem da Semana
E a imagem da semana não poderia deixar de ser o registro do momento em que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, sancionou a legislação para completar o processo de anexação da península da Crimeia.

Apesar de essa atitude ser absolutamente condenada pelos líderes ocidentais, Putin respalda-se no resultado do referendo realizado no último domingo, 16 de março. Mais de 90% da população, de origem russa, votou favoravelmente à anexação da região à Rússia. Desde 1954 como território ucraniano, a Crimeia, nos termos da legislação russa, agora se encontra sob a responsabilidade de Putin…

Sanções, conflitos e tensão política ainda farão com que o caso se alastre no cenário internacional com repercussão ainda imprevisível. Totalmente previsível, contudo, é o retrato mais uma vez pintado das contradições onusianas em um Conselho de Segurança condicionado ao poder de veto de seus membros permanentes, dentre os quais… a Rússia.


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Ucranianos pró-Rússia comemoram resultado da votação (Fonte: AFP)

A Imagem da Semana não poderia ser outra a não ser sobre o assunto internacional mais comentado nas últimas semanas. A foto simboliza a declaração de independência da Crimeia e o pedido formal de seu Parlamento para que a região seja anexada oficialmente à Rússia.

Ontem, no domingo, aconteceu um referendo em que 96,77% dos crimeanos votaram a favor de sua incorporação aos russos, incluindo até mesmo a dotação do fuso horário de Moscou a partir do próximo dia 30 de março.

Autoridades ucranianas declararam o pleito ilegal e fortemente marcado por contagem irregular de votos. Como era esperado, Estados Unidos e União Europeia já impuseram sanções a algumas autoridades russas e ucranianas, dentre os quais se encontra Viktor Yanukovich, o presidente deposto.

Estamos diante de uma nova Guerra Fria? É muito interessante pensar nessa questão e ver como a grande mídia sempre pondera essa pergunta com o intuito, obviamente, de inquietar seus leitores. O Estado de São Paulo e a Carta Capital, por exemplo, trouxeram esta semana manchetes em que o conflito bipolar é relativamente ressuscitado. Como uma leitura especializada é sempre benéfica, indica-se o texto “Porque não estamos em uma nova Guerra Fria” do site Sem Diplomacia da UNESP com autoria de Roberto Moll, doutorando em Relações Internacionais pelo San Tiago Dantas (UNESP/UNICAMP/PUC-SP). Já antecipando a conclusão do artigo, nele é estipulado que não estamos próximos de um conflito mundial e, caso fosse esse uma realidade, ele seria muito mais parecido com a conjuntura da Primeira Grande Guerra (1914-1918) do que com a própria Guerra Fria.