Há um ano...

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O mundo parece que gira em falso. Há um ano, a discussão internacional rondava – adivinhem – o Irã. E um pouco do Brasil também. Quem diria que os temas estariam tão relacionados um ano depois.

Na época, o Brasil era criticado pelo Giovanni (aqui) devido à relação entre nossa participação no Haiti, considerada hipócrita, e as pretensões a um assento permanente no CS da ONU. Esta postagem servia de gancho para outra na qual o Alcir tratava da falta de utilidade prática do CS, mas também dava indícios de que o Brasil era meio que leniente com denúncias de abusos de Direitos Humanos. Ora, basta ver as vistas grossas de Lula quanto aos prisioneiros de Ahmadinejad em sua recente visita ao país do Oriente Médio. Aliás, muitos desses prisioneiros políticos acabaram sendo os protestantes que denunciavam as fraudes nas eleições passadas. A comoção foi discutida aqui e aqui.

Via-se também como Lula já meio que defendia o presidente iraniano ao declarar que a fraude eleitoral não teria ocorrido. Tudo fica claro – assim como o Brasil ignora a “não-intervenção” para mostrar serviço na ONU, ignora as arbitrariedades do Irã em prol do comércio bilateral. Mal sabia Lula que essa teimosia traria resultados ruins para suas ambições no CS.

Isso pois se houve alguém que mudou muito foi o Obama. Na época, buscava reatar com a Venezuela e era aplaudido como o líder que soubera recuar para atingir resultados construtivos. Mas agora, com o esgotamento de seu ímpeto inovador o fracasso em fazer valer muitas de suas promessas, voltou ao bom e velho diálogo à la Bush e comandou o time das sanções contra o Irã.

Que fim teve tudo isso? Ahmadinejad continuou na presidência. Os prisioneiros políticos dos protestos ainda apodrecem em alguma masmorra. E Lula aproveitou pra jogar pela janela todo o esforço no Haiti e perder todo o apoio que tinha de membros permanentes à vaga no CS em uma jogada despropositada para mostrar força no cenário internacional, defendendo o coitadinho do Irã. Imagino como isso fica daqui a um ano.


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Há um ano...

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Há um ano atrás, um fato histórico bastante importante para o continente americano ocorria: Cuba foi reincorporada à Organização dos Estados Americanos (OEA). À época, Celso Amorim afirmou que “O bom senso continua vivo. A OEA está viva, e a resolução de 1962, morta, sem pompa nem vintém.” Será mesmo? Doze meses depois, Cuba permanece na instituição, mas as opiniões divergentes que existiam até então continuam ativas.


Em meados do mês de maio, com a divulgação pela OEA do relatório sobre Segurança Cidadã e Direitos Humanos, as discussões acerca das características do regime político cubano voltam à tona, sendo que líderes do Congresso dos Estados Unidos e o Diretório Democrático Cubano midiatizaram a contínua violação dos direitos humanos em Cuba. As tensões políticas foram reforçadas com a divulgação de um relatório a respeito do status de prisioneiros políticos em Cuba (leia mais aqui), debate que ainda deve render muitos posts antes que a comunidade internacional entre em algum tipo de consenso…

E por falar em assuntos que não saem de pauta na agenda internacional, eis que devemos citar a Coréia do Norte. Há aproximadamente um ano, as discussões e as grandes dificuldades no âmbito de Defesa e Segurança se encontravam no eixo Irã-Coréia do Norte, sendo que esta atemorizava o mundo com seus testes atômicos e o incremento de seu potencial nuclear em geral (assunto de vários posts, veja aqui, aqui e aqui). Um ano depois, confira exemplos de recentes manchetes sobre o assunto: “ONU teme que Coréia do Norte exporte tecnologia nuclear” e “EUA oferecem opção clara de integração ou isolamento a Irã e Coréia do Norte”. Comentários?

A propósito, e pra finalizar esse post de memórias, Berlusconi, primeiro-ministro da Itália, dispensa comentários. Há um ano, ele estava envolvido em uma série de escândalos nacionais, gafes e tablóides (reveja aqui). Há uns dias, o mesmo lançou outra declaração polêmica: ao citar o ditador fascista Benito Mussolini em entrevista coletiva, Berlusconi lamentou não ter tanto poder quanto gostaria.

“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”? Bom, Camões certamente trabalhava com uma escala temporal superior a um ano…


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Há um ano...

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Caminhos tortos? Insucessos? Esses poderiam ser títulos para denominar uma breve análise das postagens ocorridas há um ano.

Um post do Alcir sobre os EUA no Conselho de Direitos Humanos da ONU exemplifica bem como andam se dando as políticas de Obama na arena externa – uma grande sucessão de boas inteções, e poucos sucessos alcançados efetivamente. Não ajudava muito a entrada em um órgão de importância esvaziada, em que prevalecem conluios regionalistas que possibilitam a entrada de buona gente como China e Cuba no rol de defensores máximos dos Direitos Humanos. Mas Obama anda tendo problemas para implantar suas políticas de “ruptura” com a Era Bush, e a no campo dos Direitos Humanos ainda não mostrou a que veio – cadê o fechamento de Guantánamo?

Talvez esteja relacionado com outro post de sua autoria no qual discute o que se fazer no combate a extremistas. Usando o exemplo da repressão aos Tigres Tâmeis e uma carnificina resultante no Sri Lanka, discorreu sobre os meios a que o Estado recorre para combater seu inimigo. Pensando nos EUA, que estão com problemas até o pescoço com isso, Gunatanamo ainda pode ser vista como um mal necessário. Ainda mais no caso do terrorismo, que não tem face e pode aparecer como um paquistanês trapalhão que não conseguiu explodir um carro no meio da cidade mais vigiada do mundo sabe-se lá como. Os EUA ainda não conseguem lidar perfeitamente com isso e a cara do terrorismo é cada vez mais difusa.

Já por estas bandas, estava em voga a polêmica do ingresso da Venezuela no clubinho do Mercosul – e não é que conseguiram o apoio do senado brasileiro em dezembro do mesmo ano? As ambições apresentadas ficariam muito melhor no âmbito da UNASUL. Se há algo que podíamos ver derrpando aqui é próprio Mercosul, que enfrenta faz tempo uma crise de legitimidade, tolera o ingresso de um país não-democrático (violando cláusula pétrea do bloco), com mercado fechado e pouco afeito a uma tarifa comum… Hoje o Mercosul azeda, com a Argentina ameaçando barrar produtos alimentícios dos parceiros e cada vez mais distante de uma “pequena UE” como se queria originalmente.

Quanto ao apoio meio que suspeito a um candidato no mínimo contraditório à UNESCO, como moeda de troca para a eleição de Celso Amorim para a AIEA, não deu em nada para ambos os lados. A cadeira da AIEA ficou com um diplomata japonês e o egípcio perdeu, culpando uma “conspiração sionista”. Vai entender. Quem perdeu mais, obviamente, foi o Brasil, que ficou sem vaga nas duas organizações. Além disso, mostrou uma tendência pouco saudável do país se por ao lado de gente não muito bem-vista na comunidade internacional, e que ficou bem mais aguda ultimamente com a defesa de seus amiguinhos atômicos.

Se alguém teve muito sucesso naquela semana, foi a Página Internacional! Editávamos nosso 8º podcast (sobre a pujança da economia chinesa, que no momento ultrapassava os EUA como maior parceira comercial do Brasil e hoje se confirma cada vez mais, singrando impávida nos mares de crise e recessão mundiais), bem como o centésimo post, no qual agradecíamos aos colaboradores pelo esforço e despretensiosamente pedíamos apoio na votação do Top Blog. Quem imaginaria o que estava por vir!

É isso aí. Postando, relembrando, e votando pessoal!


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Há um ano...

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Pessoal, tivemos que mover essa seção para as quartas-feiras agora para adaptarmo-nos à disponibilidade de nossos colaboradores.


Bom, essa será minha primeira vez em realizar esse exercício de memórias, na tentativa de relembrar a agenda internacional do ano passado. Agenda essa, que parece não ter se modificado muito do último ano para cá. E por falar de constâncias e mudanças, foi justamente sobre isso que tratou o post do Alcir há exatamente um ano.


Em seu texto, foram nomeados com maestria cinco assuntos que se repetiam com certa regularidade no blog e, portanto perfaziam a agenda internacional daquele tempo. Caberia então um exercício de observar e comparar o que se manteve, o que se desenvolveu, o que deixou os discursos dos estadistas e o que deixou a mídia, mas ainda tem grande relevância (denotando mais uma vez aquela conhecido história da seletividade de notícias).


Bom, o primeiro dos tópicos é referente ao polêmico país dos aiatolás, aquele palco de inúmeras reviravoltas históricas e representado por um líder assaz peculiar. Sim, esse mesmo, o Irã. Atualmente o país ainda continua nos discursos dos estadistas, na mídia e essa história toda se desenvolveu bastante. A presença de forças agindo em todas as direções para a limitação de seu programa nuclear e aplicação de nova rodada de sansões contra o país pode ser apontada como uma dessas razões.


É interessante notar a constância da posição brasileira sobre o país. Hoje, pode-se dizer que o Brasil é porta-voz do grupo d0s poucos (como Turquia e China) que defendem com irrevogável convicção a possibilidade do país desenvolver energia atômica para fins pacíficos, e por isso sua posição é questionada no cenário mundial. Os interesses econômicos do Brasil no Irã já são de longa data, com fortes investimentos da Petrobrás na região e por isso sua posição de dito pragmatismo.


Há um ano, o Brasil era questionado exatamente por essa aproximação com o país persa, em tempos que o irado Ahmadnejad (Madine para os íntimos) proferiu o polêmico discurso negando o holocausto na Assembléia Geral das Nações Unidas. Falava-se, questionava-se e criticava-se a vinda do líder iraniano ao Brasil, que fora temporariamente cancelada frente às eleições no país. Se fora por eleições ou por pressões internacionais, a tal da visita realmente aconteceu e teve até direito a retribuição do presidente Lula. E Madine reelegeu-se para causar mais discórdia no cenário internacional.


Agora quanto à questão da tortura. A acusação centrava-se no entendimento de Obama estar abafando os casos ocorridos durante o governo Bush. E o resultado disso tudo? Uma pizza tamanho família. Toda vez que a questão de tortura e anistia vêm à tona no cenário interno de um país as questões são abordadas com um cuidado ímpar e na maioria das vezes se opta por deixar o passado para trás e recomeçar.


Seria o mais prudente? Não necessariamente, mas o discurso é de que se busca evitar um conflito social de maiores proporções. Vide o recente caso da revisão da Lei de Anistia (por sinal, muito bem abordado pelo Álvaro em seu post). Mas nem todos os casos acabam dessa maneira, basta olhar para a forma como os casos na Argentina se desenrolaram, com a aplicação de pena aos oficiais da ditadura que praticavam esses atos. Assim pode-se averiguar que com um pouco mais de esforço e pressões tanto do governo e da sociedade civil as coisas até acontecem.


E quanto ao caso das Coreias? Muita água rolou, mas hoje se fala pouco no assunto. E a tal da guerra em razão da adesão da Coreia do Sul à Iniciativa de Segurança contra a Proliferação (PSI – sigla em inglês) felizmente não ocorreu. Mas as tensões continuaram a crescer e a região ainda tem aquele caráter de paz à sombra de conflitos.


Outro relevante caso apontado é o do Paquistão. O que mudou desde então? Progressivamente o Estado tem perdido o monopólio da violência legítima que o caracteriza e cada vez mais grupos como o Talibã, agindo no plano da ilegalidade têm demonstrado mais poder que o próprio governo central. A questão complicou-se com o passar de 2009 e hoje continua a repetir-se nos noticiários com constantes casos de mortes, explosões e atentados (para mais posts sobre o assunto clique aqui). Pouco se lê sobre isso nos discursos dos estadistas, mas a questão ainda é crítica.


Quanto às ditas ambições do Brasil de Amorim na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA)? Mero fogo de palha. As eleições ocorreram e nada passou de discurso do nosso caro presidente Lula. Mas as ambições brasileiras em organizações internacionais e hoje até se fala de Lula para Secretário-Geral da ONU (para saber mais sobre o assunto, clique aqui). A dita projeção do Brasil no plano internacional ainda continua aí, com certas incongruências aqui e posicionamentos estranhos acolá, mas pelo menos no discurso está firme e forte.


Apesar desse sufocante volume de informações, exercícios como esse são interessantes para ver o quanto assuntos que parecem sumir rapidamente dos noticiários se desenvolvem no âmbito da política internacional ou o quanto temas polêmicos avançam ano a ano. Assim, vemos se o mundo dá tantas voltas como pensamos ou se às vezes as voltas são mais vagarosas do que se pensa.


E para não perder o costume da saudação final que já é de praxe: É isso aí. Postando e relembrando!


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Há um ano, nós da Página Internacional estávamos adiantando que, ainda em 2009, estaria no Brasil o presidente do Irã, Sr. Ahmadinejad. No post original do ano passado (veja aqui), explicávamos o porquê das relações entre Brasil e Irã, que não são só políticas. Vale a pena ler de novo!

Originalmente, a visita estava marcada para o dia 06 de Maio. No entanto, o rolo das eleições por lá adiou a vinda do iriano, fato que se concretizou em novembro do ano passado. E uma visita do Lula está agendada para o Irã nos próximos meses. Promete!

Ainda naquela semana, em meio à crise financeira, houve a primeira reunião (badalada) do G20. Foi, talvez, a primeira crise no sistema internacional em que houve discussões até certo ponto sérias no nível internacional para que se chegasse a um consenso de como combatê-la. Veja aqui o post do ano passado com os comentários sobre a reunião.

Sobre o G20, interessante notar que o fórum foi mesmo levado a sério. Ou pelo menos souberam muito bem como fingir isso. Mas é quase impossível, num momento delicado, que se consiga um consenso sobre pontos tão polêmicos.

De todos os 8 pontos da resolução final discutidos aqui no blog, nenhum ponto foi levado adiante com seriedade… Falou-se em muito dinheiro, que ninguém viu, falou-se em regular salários de executivos, mas eles sempre arrumam um jeito de burlar as regras, enfim. Falou-se até em destravar a Rodada Doha, na minha opinião, o mais absurdo de todos os pontos discutidos.

Mas a crise passou e agora isso tudo é história…

E naquela semana lançávamos nosso 3° podcast! Teve até considerações sobre tele sexo!

Semaninha pouco agitada aquela, mas vale a pena relembrar!


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O Giovanni Okado, na semana passada, acabou criando uma nova coluna aqui no blog: “Há quase um ano…” e acabou adiantando o assunto que seria tratado hoje! Então, desta vez, a coluna vai se chamar: “Há um ano (e uma semana)…”.

Brincadeiras a parte, há um ano e uma semana lançávamos nosso primeiro podcast! Depois dele foram outros 16.

O assunto daquela semana era a chegada e as conseqüências políticas da crise na América do Sul. Àquela época, falava-se que era a maior crise da história do capitalismo desde 1929 e os primeiros impactos estavam sendo sentidos por aqui.

Um ano (e uma semana) depois, nem se fala mais no assunto. Incrível como as coisas estão passando rápido, não é mesmo?

O presidente Lula naquela época também andou aumentando seu repertório de frases de efeito mal colocadas. Disse que o Obama tinha cara de gente. Veja aqui o post que fizemos sobre o assunto. E esse mesmo post tratou da visita da presidente Cristina Kirchner ao Brasil, bem no meio de uma tensão comercial entre Brasil e Argentina por conta das inúmeras medidas que nossos vizinhos tomaram para proteger sua economia em decorrência da crise. O assunto voltou a ser tratado várias vezes aqui no blog, como no post “A Argentina e seus bodes”.

E, aí assim, no dia 27 de março de 2009, lançávamos nosso segundo podcast! Polêmico como nunca na história deste blog, gerou até um post do leitor da hoje colaboradora Adriana Suzart em resposta!

E o tema do podcast, pra variar, as frases de efeito do Lula. Eu acabei sendo tomado pelo espírito do presidente e usei também uma frase de efeito: “Nosso presidente está mais por fora que cotovelo de caminhoneiro…”.

Ele havia dito, na ocasião, a famosa frase sobre a origem da crise (mais uma vez ela): “A crise foi causada por comportamentos irracionais de gente branca de olhos azuis”.

E a foto deste post foi a mesma que ilustrou outro, do dia 25/03, com uma montagem que fizemos com uma foto do Obama que tinha sido colocada na capa do jornal Valor Econômico. Veja o post na íntegra aqui. Naquela época, ninguém seria capaz de imaginar que o Santo Obama, um ano depois, teria uma popularidade próxima a do presidente Bush!

E por fim, gostei de rever um post que gosto muito: “Escrevendo certo por linhas tortas”, que trata das malandragens que o Brasil faz com seus vizinhos. Naquela semana, os bolivianos estavam doidos da vida porque o Brasil estava comprando bem menos gás do que o acordado.

E é isso, postando e relembrando!


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A partir de hoje, a coluna que nos responde o que estava acontecendo no mundo e na Página Internacional há um ano atrás será publicada aos sábados.


E quem estava no blog no dia 13 de março de 2009 era a Adriana Suzart, com um post do leitor cuja imagem é essa aí de cima (veja aqui). Estava correndo no Brasil uma discussão grande acerca do Conselho Sul-Americano de Defesa, uma vez que a primeira reunião do órgão aconteceria no dia 10 de março daquele ano. A criação do órgão foi uma proposta brasileira, feito pelo Ministro da Defesa em Fevereiro de 2008. O post da Adriana discute o fato de ter sido Hugo Chávez quem começou a conversa de se criar um órgão de defesa na região.


Nessa semana, o mundo também discutia o polêmico escudo anti mísseis dos Estados Unidos. E a Andrea Citron nos trouxe um post sobre o assunto (veja aqui). No fim do post, a Andrea escreveu: “Creio que o Obama vai cozinhar o assunto em banho-maria por um bom tempo, enquanto os maiores problemas de sua administração forem de ordem econômica. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos…”.


De fato, o problema foi ‘cozinhado’ até que a tensão foi grande a ponto de Obama desistir da idéia e propor uma nova maneira de conter os mísseis do Irã (essa era a desculpa para o projeto) em setembro do ano passado. A Rússia, por seu lado, prometeu apoiar os EUA contra os supostos planos malévolos iranianos.


Hoje, os Estados Unidos continuam encontrando problemas em aprovar sanções contra o Irã no âmbito do Conselho de Segurança da ONU, em partes por oposição da própria Rússia. No entanto, o governo russo aceitou a proposta de enriquecer urânio para o Irã em seu território um mês depois da desistência do escudo pelos EUA, numa atitude clara de cooperação.


Ainda naquela semana publiquei um post sobre outro assunto que estava na moda: Coréia do Norte. Vale a pena reler o post (veja aqui). Mas, como o assunto voltou muitas vezes ao blog, o follow up sobre a Coréia do Norte vai ficar pra outro “Há um ano…”.


É isso aí! Postanto e relembrando!


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Pois é, mais um post relembrando o que aconteceu aqui na Página Internacional há um ano atrás!

Há exatamente um ano, nossa colaboradora Adriana Suzart escrevia um post legal sobre “Interesses Nacionais”. Muito interessente relermos esse post, que resgata conceitos acadêmicos importantes. Vejam o post aqui.

Mas o que estava “pegando” mesmo era o caso de um senhor chamado Omar Hassan-Bashir, presidente do Sudão. Foi nessa época que tinha sido expedido o madado de prisão contra ele pelo Tribunal Penal Internacional. Essa foto que coloquei no post foi a mesma que tinha sido postada numa antiga coluna do blog chamada “imagem da semana” (vejam o original aqui). E vejam aqui também outro post sobre a inação do Brasil frente à decisão do Tribunal Penal Internacional.

A mídia internacional em geral estava bem acalourada com relação ao tema, uma vez que havia sido a primeira prisão decretada contra um chefe de Estado em exercício.

No entanto, muitos países, como os Estados Unidos, que são contrários ao Tribunal, e quase todos os africanos, cujos presidentes estão tão ou mais sujos que o Bashir, foram contrários à medida. Hoje, ele está tão livre quanto antes… A diferença é que não se fala mais no assunto.

O outro assunto que foi tratado foi a tortura. Nessa época, nos EUA, o assunto estava quente. Chegou-se a criar uma “Comissão da Verdade”. Tema foi tratado pelo Ivan Boscariol, vejam o post aqui.

E é isso! Postando e relembrando!


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Há um ano...

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A nossa Página Internacional, como todos sabem, já tem mais de um ano. Desde o dia 24 de Janeiro, data de “nascimento” da Página e de nossa primeira postagem, foram exatamente 338 posts.

Foi realmente muita coisa de lá pra cá, ‘caiu’ o mito Obama, a crise veio e já se foi, enfim…

Só que às vezes eu fico pensando: o que teria acontecido exatamente há um ano? O que nós da Página teríamos postado há um ano atrás? E como está esse assunto hoje?

Por isso, veio a idéia de iniciarmos uma seção nova no blog, que será postada aos domingos, justamente para responder a essas perguntas. Assuntos interessantes abordados aqui há um ano estarão de volta.

Então vamos começar!

Infelizmente, não houve postagem exatamente no dia 28 de fevereiro de 2009. Mas, naquela semana, aconteceu muita coisa.

Em meio ao auge da crise internacional, o Ivan Boscariol, que hoje está na Índia, fez sua primeira contribuição ao blog (veja o post aqui) no dia 26/02. O UBS tinha sido obrigado a quebrar o sigilo de cerca de 300 clientes na Suíça. Foi um caso sem precedentes, a primeira vez que um banco suíço havia aberto dados sigilosos.

E as frases do nosso presidente também foram assunto do blog naquela semana. Lula havia dito, no dia 01/03, que o Brasil é o único país do mundo com moral pra lidar com a crise e que ia deixar isso claro na reunião do G20 que aconteceria naquela época. Eu mesmo escrevi um post criticando a frase. O resultado, no entanto, foi que o Brasil saiu mesmo da crise antes de muitos outros países. Um assunto muito polêmico pra este post, mas ainda acho que o Brasil, por mais moral que tenha, não era e nem o único país do mundo com moral, mesmo depois da crise ter passado, pra falar sobre o assunto.



E ainda foi abordado pela primeira vez um assunto que ainda renderia muitos posts: terceiro mandado do presidente colombiano Álvaro Uribe. Num texto muito bom, o Ivan Boscariol comparou o fato ao terceiro mandato do Chávez e ao tratamento dado pela mídia a ambos (veja o post completo aqui).

E o que deu do ‘causo’? Esta semana a justiça colombiana vetou a proposta e o Uribe ficou chupando o dedo. A mídia não se manifestou muito sobre o caso. No entanto, com certeza, se fosse na Venezuela, todos os jornais estariam abarrotados de matérias sobre democracia…

Bom, pessoal, por hoje é só. Este foi nosso primeiro “Há um ano…”. Evidentemente a nova seção vai melhorar ao longo do tempo até que achemos um formato ideal.

E rumo aos próximos anos de Página Internacional!


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