Há um ano...

Por

O momento que se vivia na exata semana que se passou há um ano foi de extrema importância para todos os países do mundo. A população mundial atingia a impressionante marca de 7 bilhões de pessoas e a Página Internacional não tinha como se furtar de tecer algumas palavras sobre o tema. Essa tarefa foi assumida pelo Giovanni, em seu texto “Um mundo em lotação: entre a escassez e a omissão”.  

A despeito de ter sido escrito há mais de um ano e de a população mundial já estar na marca dos quase 7,05 bilhões (a previsão é que se chegue a 7,1 bi em julho de 2013), os questionamentos e informações colocados no texto não perderam sua atualidade. Como o crescimento da população liga-se com o desenvolvimento humano? A escassez é um efeito político ou inevitável? Esses são só alguns, dos muitos questionamentos que foram colocados no post que marcou o início de uma série sobre um mundo com 7 bilhões de pessoas. 

Na mesma semana, eu postei um texto tratando de um tema bem diferente. Ao passo que a crise do Euro se expandia, a Alemanha não manifestava seu interesse em pagar a conta da gastança desvairada de seus companheiros de bloco e a Grécia não conseguia chegar a consensos políticos sobre o problema; o parlamento europeu mostrou ter também outra preocupação. Essa era o risco de os países da zona do Euro estarem se entregando de mãos atadas para os credores emergentes, principalmente a China. Tudo isso foi apontado no post “Dragão Vermelho sobre o velho mundo” (clique aqui para reler).

Enquanto isso, no Quiguistão, a crise parecia ser substituída por algum tipo de esperança. O país, que já foi tema de recorrentes postagens aqui no blog, conseguia eleger um novo presidente, Almazvek Atambayev. Esse foi o tema do post, “Quirguistão: novos capítulos”, do Luiz Felipe (clique aqui para conferir). O texto tratou das dificuldades políticas históricas do país e ainda apontou para um pouco de esperança, mesmo com um novo premiê eleito já com denúncias de irregularidades nas eleições. 

Por fim, mas não menos importante, o Alcir postou um interessantíssimo texto (aqui para reler) sobre a proposta do governo de ampliar em 30% o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) das montadoras de veículos, com a ideia de proteger a indústria nacional. Ele apontou com dados empíricos que aquilo que encarece os carros no Brasil não são os impostos, mas sim toda uma estrutura de oligopólio dominado por indústrias estrangeiras. Se o Brasil buscasse a tentar proteger esse mercado, teríamos um cenário muito parecido com aquele dos anos 1990, no qual a Elba era tido como um carrão no país, mas era uma carroça fora daqui. Apesar de a medida ter sido revogada pelo STF à época, vale a pena conferir o texto que ainda não perdeu sua atualidade, pois ainda vemos os abusivos preços de veículos em nosso país. 

É isso aí, pessoal, postando, relembrando e refletindo!


Categorias: Há um ano...


Há um ano...

Por

Relembrando postagens antigas, há um ano o blog estava agitado com diferentes temáticas.

Em relação à tão comentada Primavera Árabe, um marco importante acabava de acontecer: a captura e morte de Muammar Kaddafi (confira o post aqui). Transformado em feriado na Líbia, a importância desse dia é inegável, mas também inegável é o fato de que mesmo após um ano de sua chamada “libertação total”, dificuldades enormes ainda assolam o povo líbio. Entende-se hoje que, mesmo com o fim oficial das hostilidades no país, conflitos entre comunidades se tornaram frequentes, devido à forte presença de grupos armados que não se encontram efetivamente sob o controle do Estado. Mesmo que comemorada em Benghazi e Trípoli, a Líbia ainda enfrenta muitos desafios na formação de seu novo governo e na reconstrução social do país.

Dois posts há um ano discutiam também a questão dos países emergentes no cenário internacional. Seja o Brasil – com a primeira viagem oficial de Dilma à África (reveja o post aqui) – ou a China – com suas contribuições elevadíssimas a uma Europa em crise (post aqui), a verdade é que a temática de uma possível “colonização às avessas” chama a atenção internacional. Este ano o debate continua em pauta, sendo que foi inclusive iniciado há duas semanas um processo oficial para que dois assentos europeus na Diretoria Executiva do Fundo Monetário Internacional (FMI) sejam cedidos a países emergentes. Interessante, não? Certamente trata-se de um assunto que estará em pauta por muitos anos ainda no blog…

Por fim, há quase exatos 365 dias foi anunciada a cessação definitiva das atividades do ETA (“Euskara ta askatasuna” ou “Pátria Basca e Liberdade”), grupo separatista basco (reveja o post aqui). Após quase 50 anos de atividades e atos violentos (mais de 800 mortes), esse anúncio pode ser considerado um marco importante para a história da Espanha. Entretanto, um ano se passou e, apesar de nenhum ato terrorista ter sido cometido, a organização ainda não anunciou sua dissolução efetiva, nem tampouco entregou suas armas – elementos essenciais e continuamente exigidos pelas forças políticas espanholas. Com a renovada força dos partidos nacionalistas no País Basco nas eleições regionais deste mês, o debate sobre a independência basca parece não estar, de fato, 100% encerrado.

Relembrando, revivendo e redescobrindo o cenário internacional, de ano em ano seguimos com os posts na nossa Página Internacional! 

Há um ano...

Por

E estamos de volta com nosso exercício semanal de memórias. Relembrando tudo aquilo que a Página Internacional comentou na exata semana que se passou há um ano. É bom para lembrarmos como alguns temas atuais se iniciaram e como outros perduram por tanto tempo. Comecemos um pouco fora de ordem. 

No dia 15 de outubro do ano passado, o blog comentava o início das discussões sobre as eleições nos Estados Unidos. Luís Felipe tratava das peculiaridades do sistema eleitoral (clique aqui para conferir) do país e abordava um pouco sobre as primárias republicanas. 

Na mesma semana, a Bianca comentou um pouco sobre o Festival Europalia (aqui), um evento Bienal que ocorre na Bélgica e é considerado por muitos o maior festival cultural multidisciplinar do mundo. Tratou-se um pouco sobre os esforços do governo brasileiro no festival e sobre a importância que tem dado à divulgação da ideia de uma identidade brasileira internacionalmente. 

Eu também postei um texto (aqui) sobre o famoso “Occupy Wall Street”. Questionei que, a despeito de o não ter um líder ou demandas específicas, em um contexto de grandes protestos por mudanças políticas significativas no mundo, o movimento tinha um teor simbólico importante. 

Contamos também com uma presença ilustre. O fundador do nosso blog, Alcir Cândido, postou um texto bem interessante (clique aqui para relembrar) sobre a FIFA e a legislação brasileira. Ele questionou o posicionamento do organismo de tentar alterar e intervir nas leis do país em benefício de patrocinadores e organizações multinacionais, puxando o debate para o aspecto das limitações da soberania nacional e das intervenções de atores não-estatais com bastante poder. 

O Giovanni apresentou um questionamento interessante (clique aqui para conferir). Tratando da decadência das grandes potencias e ascensão dos países emergentes, apontou até que ponto essa “mudança” no sistema internacional poderia ser levada ao pé da letra. Apresentando dados atuais, destacou o descompasso entre o crescimento da economia, a distribuição de renda e melhoria de vida das populações dos países emergentes; e, por outro lado, mostrou como “as velhas potencias” ainda tem espaços significativos no mundo atual. 

É isso aí, pessoal, postando e relembrando!


Categorias: Há um ano...


Há um ano...

Por

Fazemos nossa atividade semanal de recordar e viver o que se passava há um ano, com algumas postagens que dizem muito sobre o mundo de hoje. 

No dia 03, comentávamos sobre a morte do clérigo Anwar al-Awaki, no Iêmen, um cidadão norte-americano que trabalhava para a Al-Quaeda e cujo despacho foi comemorado pelos EUA como uma vitória na guerra contra o Terror. O problema é o modo como isso aconteceu – morto por um drone das forças armadas, em território estrangeiro. A discussão vale até hoje, sob vários aspectos. A questão do limite “judicial” (ou até que ponto um Estado pode deixar de considerar um cidadão como tal e passa a encará-lo como um inimigo, ou ameaça existencial, a ponto de matá-lo sem julgamento ou coisa parecida) vale quando pensamos em como os EUA agem nessa luta. Há histórias escabrosas de como o FBI se infiltra em organizações e arquiteta ataques terroristas dentro do próprio país. Não seria isso fabricar um inimigo do Estado? Se não por essa discussão, a postagem é atual hoje quando pensamos em como o Iêmen ainda é uma base para o terrorismo na região (ainda mais com as instabilidades pós-“Primavera Árabe”) e como os drones parecem ser mesmo o futuro da aviação de combate. 

Três dias depois, comentávamos sobre a política externa do governo atual. Até hoje, existem muitas dúvidas sobre como seria esse caráter da política externa de Dilma, e esse era o tom da postagem, com a dúvida sobre o modo como essa política dava continuidade às anteriores ou tinha pinceladas particulares de sua mandatária. Hoje, quando vemos o discurso do Brasil na AG da ONU, se percebe de um modo cada vez mais claro como os temas acabam parecendo os mesmos de sempre. Ao mesmo tempo em que trazem temas importantes à pauta, a política externa atual do Brasil parece beber demais da fonte do governo anterior, e ouso dizer até mesmo que na prática se encontra inalterada. 

Por fim, no dia 07, comentávamos sobre a participação da cantora Shakira em uma comissão do governo dos EUA – uma jogada óbvia de Obama para atrair a simpatia do eleitorado latino. E isso remete, claro, ao ano eleitoral, que promete surpresas. Obama tem popularidade relativa, mas parece que terá um páreo duro contra Mitt Romney, o que chega até a ser surpreendente. As análises do último debate apontam que Romney teve mais sucesso que Obama, uma surpresa vindo do candidato que causa vergonha alheia pela falta de desenvoltura que apresenta em cena. A possibilidade de uma vitória republicana faz com que o mundo preste atenção nas possibilidades que pode acarretar, e deixa Obama em uma situação delicada com a busca pelo voto não apenas dos latinos, mas da camada média que penou em seu governo. 

E vamos que vamos, postando e relembrando pessoal…


Categorias: Há um ano...


Há um ano...

Por

Há um ano… esse quadro do blog que nos faz retomar as temáticas discutidas neste mesmo espaço há aproximados 365 dias, forçando-nos a reconhecer que muito do que se passa em termos de Relações Internacionais precisa de muito mais de um ano para revelar alterações profundas. Em relação a alguns assuntos, talvez mesmo décadas sejam necessárias.

E os ataques terroristas aos Estados Unidos certamente entram na lista desses “assuntos eternos”. Há um ano discutíamos o decênio deste acontecimento marcante, a partir de um viés econômico e também a partir de uma ótima reflexão em perspectiva histórica. Um ano depois, vemo-nos diante de discussões semelhantes, com a diferença (importantíssima!) de que estamos em meio às movimentadas eleições norte-americanas, com Obama sendo desafiado por um audacioso Romney.

A importante conquista do voto e da elegibilidade feminina nas eleições municipais da Arábia Saudita, a partir do ano de 2015, também foi discutida no blog. Entretanto, este fato ainda representa apenas uma pequena conquista feminina em meio a um país tão tradicionalmente machista. A polêmica recente relativa a um grupo centenas de nigerianas que foram deportadas deste país por terem chegado desacompanhadas de homens em uma peregrinação nos mostra que o desafio da luta pelos direitos das mulheres ainda é constante (e enorme) na Arábia Saudita.

O sempre polêmico Berlusconi (o qual já chegou a declarar que “em suas horas vagas era primeiro-ministro”) também constava entre os posts do blog há um ano, sendo que sua capacidade de se envolver em escândalos – e as consequências disto – foram discutidas aqui. Mesmo não ocupando mais seu antigo cargo, Berlusconi não deixa de gerar controvérsias igualmente. Ao sugerir esta semana que uma das saídas para a superação da crise econômica seria que a Alemanha abandonasse a zona do euro, o ex-primeiro-ministro italiano ainda faz jus ao seu histórico polêmico mesmo nos dias de hoje…

Pois é… e seguimos sempre relembrando e revivendo o que se passa pelo mundo aqui na nossa Página Internacional!


Categorias: Há um ano...


Há um ano...

Por

Além dos debates envolvendo o fatídico 11/09, tivemos questões importantes sendo abordadas aqui no blog em Setembro de 2011 e, com destaque para três textos, vamos recapitular brevemente a seguir. 

Não poderíamos deixar de mencionar o texto escrito pela leitora Tamiris Hilário, no qual são apresentadas possíveis conexões existentes entre o mundo da arte e o mundo político, econômico e social. Sendo a arte intrínseca à sociedade, ela poderia mudar o mundo! Este foi, talvez, o texto que a inspirou para escrever a série “Ideias que transcendem fronteiras”, composta por dez textos que se estenderam de Maio até Agosto do presente ano. Vale a pena clicar aqui e relembrar todos os debates colocados em pauta, até mesmo transcendendo as Relações Internacionais para outros caminhos. 

Em outro momento, Luís Felipe abordou a tão questionada crise na União Europeia. Já se discutia, então, a preocupação existente com a Grécia, Portugal, Espanha e assim por diante. Mais do que isso, abordava-se uma suposta estagnação no processo de integração regional europeu, colocando dúvidas quanto ao futuro de uma “Europa sem fronteiras”. O debate continua mais do que atual, alocando Alemanha e França em uma corda bamba sem fim, sendo salvadores e, ao mesmo tempo, culpados pela “tensão do euro”. 

Por fim, o Raphael abordou o tema dos combustíveis, indagando se estaria surgindo uma nova geopolítica energética no planeta. Ele fez, supostamente, uma previsão de futuro e uma nova análise também cairia nesta miríade. O que se tem hoje, diferentemente do passado, é a tentativa de se estabelecer fontes alternativas de energia. Ainda tem bastante petróleo para ser explorado, mas ele não é infinito. As energias solar e eólica, bem como o caso central dos carros movidos à energia elétrica já mostraram e continuam demandando uma nova ordem que se segue a este respeito. 

Abordagens do passado que continuam com uma atualidade sem tamanho. Por isso é bom relembrar e relembrar.


Categorias: Há um ano...


Há um ano...

Por

Setembro de 2011 foi um mês muito importante para a Página Internacional. Um mês especial e de especiais. Na semana que se passou há um ano, o blog celebrava e questionava. Celebrava a publicação de nosso livro e seu lançamento na XV Bienal do Livro do Rio de Janeiro (clique aqui e aqui para relembrar). Momento muito importante para toda equipe e para todos que nos acompanham, representou a conquista da Página Internacional do Prêmio BlogBooks. 

Questionava o aniversário de dez anos do fatídico 11/09. À época, o blog havia realizado um conjunto de postagens especiais para discutir o tema. Textos atemporais que valem a pena serem revisitados. A postagem do Giovanni abriu o debate e trouxe indagações sobre mudanças no mundo, declínio no poderio dos Estados Unidos, emergência de uma suposta nova ordem internacional e, acima de tudo, convidou à colaboração de todos os leitores e interessados no tema. 

Seguindo com as postagens especiais, um leitor do blog publicou um texto sobre o tema. Em “Dez anos de uma ‘não-era’”, Danillo Alarcon argumentou que alguns dos interesses dos Estados Unidos não eram compatíveis com a ética internacional. Apontou alguns efeitos positivos para o Afeganistão e para o Iraque, e negativos para a política externa estadunidense, com o potencial de negociação reduzido com países opositores à ordem vigente. 

O Álvaro também colaborou. Em um post interessante apontou alguns efeitos positivos (mesmo que efêmeros) do 11/09. No campo do comércio internacional, o clima de otimismo tornou a Rodada Doha possível (mas não concluída). A sensação geral era de cooperação e solidariedade com os países que sofreram atentados e até mudanças estranhas nas relações de Rússia, China e Paquistão com os EUA. Da mesma questionou o porquê da solidariedade a grandes desastres naturais parecia ser bem mais duradoura e indagou se a resposta violenta não se faria perder um pouco a credibilidade. Mas nem só de 11/09 viveu o blog há um ano.

A Bianca postou um texto sobre o caso interessante da marca de roupas Lacoste pedir para a polícia da Noruega evitar que o atirador Behring Breivik usasse roupas da grife quando fosse julgado e exposto à mídia. Um evento que levantou perguntas sobre a “sociedade do consumo”, momento no qual a palavra “consumir” deixou de ser apenas uma ação concreta, e passou a representar também outras de caráter mais simbólico. 

Um ano trouxe conquistas importantes, reflexões e muitos questionamentos para o blog. O especial sobre o 11/09 ficou no ano passado, mas o convite às perguntas e discussão continua aberto até hoje. É isso aí, pessoal, postando e relembrando!


Categorias: Há um ano...


Há um ano...

Por

Há um ano, assim como hoje, boa parte da discussão na Página Internacional se focava no Oriente Médio – mas não na Síria, que ainda era apenas um país cheio de protestos violentos, e não em uma guerra civil; a bola da vez era a Líbia (se bem que seria mais “norte da África”, mas enfim). Meio que num clima de ressaca, após a intervenção de países europeus, Kadaffi entocado em algum buraco (e com razão, como descobriu alguns meses depois), o destino do país estava nas mãos dos revolucionários. 

Hoje, com Kadaffi sendo apenas mais um nome escrito com sangue nas páginas da história, e a situação controlada pelo conselho de transição, a Líbia já passou até por eleições parlamentares (coisa que nem se sonhava no começo de 2011), mas isso não significa que as coisas estejam totalmente pacificadas. A perseguição a ex-aliados de Kadaffi é algo comum (o bom e velho revanchismo que infecta toda e qualquer revolução), com atentados e assassinatos (o mais recente foi um carro-bomba que estourou matando um ex-oficial de segurança do antigo regime), a instabilidade política é visível, e existe um risco muito grande de sectarismo religioso. Grupos islâmicos como a Irmandade Muçulmana, e mesmo radicais, como os salafitas, não obtiveram muitas cadeiras no congresso (quando conseguiram) e estão enveredando pelo caminho da panfletagem e mesmo da ação direta (como a derrubada de bibliotecas). Num ambiente instável, todos sabem que é um pulo para que protestos e desavenças virem algo maior, especialmente quando falamos de religião. 

Enquanto isso, relembrávamos os dez anos dos atentados de 11 de setembro. Não há muito o que se comentar disso – é um daqueles eventos cruciais da história humana, e seus efeitos ainda estão se desenrolando. Mas é interessante notar como a memória continua viva – inclusive com a aproximação das eleições presidenciais dos EUA. Se Obama está enfrentando muitos problemas em casa, com a dificuldade em cumprir promessas de campanha e a economia dos EUA esfriando, um de seus maiores trunfos está ligado a essa data funesta, pois foi ele o presidente que pegou o bandidão responsável. Foram os SEALs que fuzilaram o barbudo indefeso, mas é Obama que entra pra história como o presidente que pegou Osama Bin-Laden – e isso vale muito para os norte-americanos. 

Por fim, uma comemoração muito especial para o blog: anunciávamos o lançamento oficial do livro, que ocorreu no dia 11 daquele mês. É uma etapa importante de nossa história particular, e nunca é demais agradecer aos leitores e amigos que tornaram essa conquista possível. Para quem não viu, ou quer relembrar, confira aqui a postagem especial do lançamento!

E vamos que vamos pessoal, postando e relembrando…


Categorias: África, Conflitos, Estados Unidos, Há um ano..., Oriente Médio e Mundo Islâmico


Há um ano...

Por

E voltamos com mais um “Há um ano…”. Relembrando o que mereceu destaque aqui na Página Internacional no começo de Agosto de 2011. 

Na mídia nacional só se falava da demissão do então Ministro da Defesa, Nelson Jobim, e sua substituição pelo ex-Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. O debate colocado no post do Raphael questionava o enquadramento de um diplomata de carreira num cargo de “alta patente militar”. Naquela época tudo causou alvoroço, mas quando se fala, hoje, dos dois ministérios, parece que tudo está resolvido. Principalmente com a figura de estabilidade proporcionada por Antonio Patriota à frente do MRE. 

Já um assunto não tão veiculado nos meios de comunicação, mas que foi focalizado pela Bianca, fez jus ao caos social marcado por uma forte crise de fome que afetava milhares de pessoas na Somália, situada no nordeste africano. Transpassando este problema para a atual conjuntura, parece que muita coisa não mudou. Na verdade, o que se intensificou foi só outra grande dificuldade: o caos político. O país vem passando por uma guerra civil tênue e tentou aprovar uma nova Constituição em meio à violência. Infelizmente representa aquela velha história de um país que não é um Estado, propriamente dito, ou seja, não tem um governo que responde pela população. 

Em outro texto, Giovanni trouxe dois temas interessantes: a questão da representatividade no Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) e a crise na Síria. O primeiro ponto continua sendo debatido e com toda certeza será mantido com a mesma magnitude no futuro, sobretudo pelo crescimento do peso político chinês, brasileiro e indiano. No caso nacional, uma afirmação é interessante para se fazer na atual conjuntura: “Mais do que ser parte do CSNU, o ponto central é questionar qual seria o papel do nosso país na organização. Não basta entrar, mas assumir uma grande responsabilidade e fazer por merecer o posto”. Já quando falamos da Síria, o debate é mais do que recente e sempre detém destaque no blog, pois o presidente Bashar Al-Assad continua causando incômodo e colocando questionamentos quanto à estabilidade interna do país. 

Por fim, o Álvaro comentou sobre os reflexos da crise econômica de 2008 e os montantes das dívidas norte-americanas para com o restante do mundo. Se havia um problema, ele era reflexo da própria política interna dos Estados Unidos. Mr. Obama não mudou tanta coisa conforme era esperado nos momentos de sua campanha eleitoral. Hoje se fala nas próximas eleições presidenciais e o candidato republicano, Mitt Romney, não poupa críticas ao político democrata

É isso aí, revivendo os fatos passados. Em breve voltaremos com mais destas análises no blog.


Categorias: Há um ano...


Há um ano...

Por

Em julho de 2011, o mundo das relações internacionais era agitado. As revoltas no Oriente Médio e norte da África ainda estavam no pique, e a presidente Dilma Rousseff já mostrava um pouco de seu perfil no cenário internacional. Aproveitamos essa deixa pra lembrarmos de uma postagem do dia 02 de julho, no dia em que falecia o ex-presidente Itamar Franco, quando o Luis Felipe comentava sobre a tradição (e feitos) dos últimos estadistas brasileiros antes de Lula, como Sarney e FHC. Se pensarmos hoje, em Dilma, um ano depois, do que poderemos nos recordar? Ou melhor, como ela poderá passar à história (se comparando a como vemos os outros mencionados)? É complicado quando pensamos em quem a precedeu, e mesmo após pouco mais de um ano e meio de mandato, é difícil avergiuar se houve algo de mais relevante que vá “marcar” sua presidência. O fato de ter trocado um grande número de ministros e iniciado um processo de “limpeza”? A atuação internacional menos destacada, mas não menos incisiva, em assuntos delicados? O protagonismo na questão da Rio +20, que apesar de ficar aquem das expectativas trouxe grandes novidades para a discussão do tema? A posição dúbia de nossa diplomacia com relação a temas sensíveis como democracia e legitimidade? Tudo isso vai pesar no futuro, quando os historiadores forem analisar o período… 

Um pouco adiante, no dia 05, texto do Giovanni sobre a conquista do cargo de diretor-geral da FAO (Organização para a Agricultura e Alimentação da ONU) por um brasileiro, e apresentava os questionamentos e desafios dessa organização. Hoje, vemos que sua ação ainda é limitada – na última reunião do G-20, por exemplo, a FAO pediu aos líderes mundiais que se esforçassem para reduzir o desperdício de alimentos e lutar contra a fome; mas, do discurso para a ação, existe um abismo de interesses, e não parece ser uma realidade que vá mudar tão cedo. 

Por fim, no dia 04, um breve texto sobre o mercado do futebol nos EUA encontra paralelo em 2012 com a Eurocopa (cuja final foi ontem), um evento de grande êxito em termos de audiência e mercado (basta dizer que passa na TV aberta do Brasil, que até onde eu saiba não é país europeu…). O texto do ano passado mostrava como empresários tentam tornar a liga de futebol num negócio rentável pro Tio Sam, enquanto vemos que no resto do mundo, é algo totalmente rentável há muito tempo. Tanto que o que mais marcou o evento, além dos jogos, foram os protestos (que já tratamos aqui), que aproveitam justamente a exposição mundial para defender uma causa. 

É isso aí pessoal, postando e relembrando.


Categorias: Há um ano...