Há um ano...

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O tempo continua passando rápido. Rápido até demais e, por isso, a Página Internacional sempre procura retomar o que foi importante há cerca de um ano. Voltemos, então, aos meados de Fevereiro de 2012. 

Em um post intitulado “Elefantes na sala”, Raphael mostrava que o elefante era a crise financeira e a sala a União Europeia tendo como possível móvel de canto a Grécia. Este processo ainda não teve fim e nos dias de hoje o país continua com uma política de recuperação de seus índices econômicos. Desde Outubro do ano passado mais de 20 mil gregos perderam suas ocupações e a taxa de desemprego chegou aos 36% entre os jovens (25-34 anos). Falta chão ainda, mas a União Europeia tem se mostrado consistente em promover mudanças. Já não há mais um “medo” de haver um retrocesso vertiginoso na integração. 

Escrevi outro texto sobre a crise na Síria e os reflexos da Primavera Árabe (veja em “Alguém quer damascos?”) Existem uma certeza e uma dúvida sobre isso. Primeiro, é fato que os acontecimentos na Síria tomaram proporções catastróficas. Assad, o qual possui estudos em Direitos Humanos (sim, é verdade!), não abre mão do poder. Do outro lado, a primavera já virou inverno, verão e outono. Não sabemos quais são e quais serão seus resultados a curto prazo. É só olhar o que vem acontecendo no Egito, por exemplo. 

Uma excelente análise sobre ensino superior e universidades foi publicada pelo Luís Felipe em “Estudar ou não estudar?”. Carreira profissional, custos de vida, falta de oportunidades, mercado rigidamente concorrido e assim por diante são algumas facetas da vida de todos nós. Bem escreveu que “o diploma sozinho não garante um futuro seguro”. Falando nisso, a Ministra da Educação da Alemanha pediu demissão semana passada após perder seu título de doutorado. Motivo? Acusação de plágio! Ironias do destino, seu pseudo-diploma resultou em adiamento da aposentadoria.

E, claro, também era tempo de Carnaval há um ano! É ritmo de festaaa… Falava-se na projeção internacional do Brasil pós-Lula e pró-Dilma. Hoje só se fala no feriadão prolongado do Senado e da Câmara dos Deputados (veja aqui).

Mas agora o ano começa de verdade! Já tem até ovo de páscoa nos supermercados.


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A virada de janeiro para fevereiro de 2012 foi bastante agitada. Duas postagens em pouco mais de uma semana tratavam do mesmo tema, a crise da Síria. A primeira, sobre como ainda era uma questão secundária no noticiário internacional, enquanto se dava muita atenção ao Irã, possivelmente sem necessidade. A segunda, mais contundente, falava de como China e Rússia vetaram a atuação do CS da ONU para lidar com os massacres no país. Em ambos se via as questões da soberania, da não-intervenção, e dos ouvidos moucos e vista grossa das potências a temas importantes quando havia interesse econômico na jogada. Esses dois países ainda bloqueariam muitas outras tentativas de condenação aos massacres de Assad naquele ano, mas gradualmente mudam seu discurso enquanto sobe a contagem de corpos. Mas, na prática, está tudo estagnado e até hoje temos notícias de como o país está sendo, literalmente, destruído

No comecinho de fevereiro, tínhamos uma postagem sobre a presidente Dilma, sua visita a Cuba e um pouco do perfil de sua política externa. Após dois anos de mandato, dá pra ver claramente que o perfil de Dilma lá fora é bem menos “espetaculoso” que o de Lula, evitando o personalismo e algumas alianças meio estranhas (lembram do “nosso amigo e irmão Kadaffi”?). Vemos uma diplomacia com mais pé no chão e menos disposta a aventuras (mesmo por que as condições pra isso parecem ter se perdido). Se essa ponderação toda vai dar certo, só vamos saber lá pra 2014, mas o perfil é bem diferente de Lula nessa aspecto, isso não podemos negar. 

Por fim, no dia 06 de fevereiro, uma postagem breve sobre a queda de governos na Europa, fulminados pela crise econômica. A situação ainda está mal na Europa, e algumas previsões (como a saída de cena de Sarkozy) se concretizaram, mas poderia estar pior. Na melhor das hipóteses, temos o risco de uma quebra geral evitado, mas não impedindo que países como Portugal estejam retraindo e invertendo padrões de imigração do século XIX. E Europa ainda tem muito caminho pela frente, e muitos governantes ainda vão rodar nessa brincadeira. Isso aí pessoal, postando e relembrando!


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Há um ano, a Nigéria era assunto aqui no blog. O ótimo desempenho econômico recente (PIB de 8,4% em 2010) era comparado às escassas condições sociais, com níveis altíssimos de desigualdade e pobreza extrema. A esta situação, se somam os confrontos internos entre o grupo islâmico separatista Boko Haram e a polícia no norte do país, os quais são vistos como grande ameaça à segurança nacional.

Na última semana, 23 pessoas foram vítimas fatais de mais um ataque no país, somando-se aos milhares de afetados nos últimos três anos. Demonstrando a continuidade da situação, poucos avanços foram percebidos no último ano e são tampouco esperados, infelizmente, durante os próximos meses.

Um post comemorativo em homenagem ao aniversário da cidade de São Paulo que vale a pena ser relido também foi publicado há um ano no blog. Um ano a mais se soma à história desta que é uma das maiores cidades do mundo, repleta de oportunidades, mas ainda de desafios a superar.

Um interessante post do leitor gerou ainda reflexão no blog há um ano, discutindo a questão da internet e sua relação com o desenvolvimento econômico e social (reveja aqui).

Por fim, uma triste situação assolava os moradores do acampamento sem-teto do Pinheirinho, em São José dos Campos/SP. Há um ano, o terreno sediou uma verdadeira guerra entre os moradores e a polícia, marcada por forte desrespeito aos Direitos Humanos e apresentada aqui no blog. A violenta desocupação do Pinheirinho completou um ano essa semana, mas a prefeitura de São José ainda não tem prazo para a construção de moradias aos desabrigados, prometida à época da reintegração de posse. Quantos anos mais serão necessários para que isso aconteça?

Postando e relembrando na Página Internacional, este é o Há um ano… 


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Os meados de Janeiro do ano passado reservaram interessantes postagens aqui na Página Internacional. 

O Luís Felipe fez um texto sobre as eleições norte-americanas. Naquela época já era grande a disputa entre o democrata Obama e o republicano Romney. Debatia-se o montante arrecadado para as campanhas, fazendo do atual presidente uma “máquina” de juntar dólares, pois a soma total a ser levantada estava na casa de 1 bilhão, quatro vez mais a do seu ex-adversário. Ao que tudo indica, a estratégia deu certo e Obama está se preparando para seu segundo mandato. Por falar nisso, a posse será amanhã, dia 21, no National Mall da cidade de Washington. 

Também em Janeiro eu escrevi um dos meus primeiros posts ainda como leitor no blog. Foi um texto sobre relações Brasil-Cuba, no qual retratei um pouco do apanhado histórico da política externa do nosso país. Meu intuito era alertar mais para o fato de estarmos enraizando relações com países considerados “terceiro mundistas”, embora pessoalmente não goste muito deste termo. Isso continua, sem muita delonga, nos dias de hoje. 

Em “Viajando”, Raphael falou sobre as visitas do presidente iraniano, Mamoud Ahmadinejad, pela América Latina. Ele visitou Venezuela, Cuba, Nicarágua e Equador. Entretanto, não veio ao Brasil. Estranho? Não muito, porque Lula já não estava mais no comando por estas bandas e Dilma nunca teve uma relação “mucho amiga” com Ahmadinejad. O que ele queria mesmo, e talvez ainda queira, era mexer no quintal dos Estados Unidos, articular sua visão anti-imperialista e estreitar os laços com os governos de esquerda daqui. 

Por fim, a Bianca escreveu sobre os 10 anos da Prisão de Guantánamo. Isso já bastava, né? Parece que não. Retratei mais um aniversário do presídio na semana passada concluindo que não existe previsão de fechamento do mesmo. Triste, mas real.


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Janeiro de 2012 começou com polêmicas e a Página Internacional não se isentou de abordar alguns desses assuntos. No dia 12, o Alcir voltava a colaborar com um texto interessante e engraçado. Em “O Som da Globalização”, comentou alguns o fenômeno da globalização e alguns de seus efeitos práticos para o Brasil. Tratou desde a facilidade de encontrar pessoas usando o chinelo Havainas mundo a fora até o fato de Michel Teló ter se tornado um dos maiores fenômenos internacionais e referências de Brasil para os estrangeiros. Clique aqui para rever. 

Em “Ocidentalizando a China”, escrevi um texto sobre as novas medidas do governo chinês para reduzir o acesso da população à cultura ocidental. À época, segundo o presidente Hu Jintao, deveria haver mais medidas para controlar a produção cultural e evitar que ocorresse uma “ocidentalização” do país. Por isso, o governo acabou por bloquear cerca de 2/3 dos canais de televisão fechada da China e, no maior estilo da Revolução Cultural, anunciou que as emissoras deveriam produzir programações que tratassem mais do comunismo.  

Ainda naquela semana, no dia 09 de janeiro, o Álvaro apontou um começo de ano alarmante na África Subsaariana. Em seu post, tratou sobre a situação do conflito no Sudão depois da criação do Sudão do Sul em paralelo com o conflito na Síria. Segundo ele, o Sudão do Sul trouxe apenas uma redução do foco do conflito, sem alterar sua crueldade ou a situação de miséria, fome e pobreza da população local. Um dos aspectos mais interessantes (e preocupantes…) é a comparação com o conflito sírio e, acima de tudo, o apontamento do fracasso da missão de observação da Liga Árabe no Sudão. Afinal das contas, como teria sucesso qualquer missão dessas se o observador principal é ligado a Bashar Al-Assad e procurado pelo Tribunal Penal Internacional? Clique aqui para reler o post. 

É isso aí, pessoal, postando e relembrando!


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Nesse primeiro “há um ano” de 2013, temos os assuntos que eram a coisa quente do momento em 2012, mas que pelo jeito não eram tão novidade assim já na sua época– e continuam em pauta até hoje. 

Peguem o caso da postagem de 2 de fevereiro, sobre as manobras do Irã para fechar o estreito de Ormuz. A ameaça era a de fechar uma das principais rotas de escoamento de petróleo do mundo e navios de todas as partes estavam rumando para lá. O temor era de uma guerra, mas felizmente, como se previa, não rolou nada, e ficou no blefe essa manobra para defender o programa nuclear de Teerã. Na verdade, rolou, a continuidade dos exercícios militares e movimentação naval na região ao longo de todo o ano de 2012, e que são noticia até os dias de hoje, como vimos na última sexta-feira. 

E o que poderia ser mais atual que a controvérsia das Falklands? No dia 06, postagem da Bianca relembrava o tema, de um ponto de vista teórico, no contexto do apoio regional à reivindicação argentina. Em 2012 o assunto esquentou novamente, com a presidente Kirchner trazendo a discussão de novo à tona (segundo os mais maldosos para desviar a atenção dos problemas internos, mas isso é outra história…) e que quase levou Argentina e Inglaterra às vias de fato de novo. Nessa semana a coisa pegou fogo, com a guerra de palavras entre Kirchner, que mandou uma carta direta a Cameron exigindo a negociação das ilhas, e tabloides ingleses, que fizeram o que sabem melhor, causar polêmica, com provocativos anúncios mandando a Argentina “tirar as mãos” das ilhas. Que vão continuar como Falkland por um bom tempo, do jeito que a coisa anda. 

Por fim, no dia 07, a bola da vez era a indecisão do Partido Republicano sobre quem escolheria para enfrentar Obama. Romney ainda era o mais indicado, mas havia a possibilidade de surpresas, tanto na escolha do partido como na própria eleição, que de fato se mostraria bem acirrada. Não que isso tenha mudado muita coisa no final, como vimos em outubro, mas fazer o quê… Dá o que imaginar se os republicanos tivessem escolhido Ron Paul ou Santorum. Mas isso fica pra especulação, por hoje é dia de recordação. Isso aí pessoal, postando e relembrando…


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Há um ano, talvez um dos assuntos mais comentados internacionalmente tenha sido a retirada das tropas estadunidenses do Iraque (reveja o post aqui). Após nove anos, e cumprindo uma das promessas de campanha de Obama, o fim desta polêmica e violenta ocupação mereceu destacada atenção da mídia e da comunidade internacional.

Um ano depois, contudo, a violência ainda marca a rotina iraquiana, em um estado de tensão constante que infelizmente parece não ter se alterado tanto desde a saída dos soldados norte-americanos. O medo de que a Síria venha a se tornar um “novo Iraque” ainda aparece nas discussões deste ano, em meio a um dos conflitos internacionais mais complexos e devastadores da atualidade.

Nesta mesma época do ano passado, um anúncio importante no âmbito econômico internacional também mereceu destaque: a entrada da Rússia na Organização Mundial do Comércio (OMC), após um longo período de negociações (post aqui). Anunciada há um ano, a importante participação russa na organização (156º membro) foi oficializada apenas em agosto deste ano, sendo ainda tema de discussão na cúpula bilateral entre a União Europeia e a Rússia desta semana.

Depois da entrada da China na OMC em 2001, este fato foi considerado um dos eventos mais importantes da década no que se refere ao comércio internacional e ao incentivo ao progresso econômico a longo prazo no país.

Por fim, há um ano realizamos também aqui no blog uma interessante série sobre a Indústria de Defesa no Brasil, após a participação de três colaboradores do blog em um evento a este respeito. Vale a pena reler os posts e se inteirar sobre o assunto (sempre atual) aqui: 1, 2 e 3.

Postando e relembrando no blog, o próximo “Há um ano” será publicado já às vésperas de mais um Ano Novo. Bem-vindo seja 2013!


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…a Página Internacional anunciava uma novidade para a América Latina e Caribe. A criação de um novo organismo internacional desses países, a Celac (Cúpula para os Países da América Latina e Caribe). O órgão foi recebido com otimismo e ceticismo por muitos, e representava, para muitos desses países, a oportunidade de se ter uma espécie de OEA sem os Estados Unidos. Nesse texto (clique aqui para relembrar), a Bianca discutiu se a Celac era esse instrumento de libertação ou apenas uma nova organização sem função prática.

Na mesma semana, discutiu-se um outro capítulo do famigerado programa nuclear iraniano. Desta vez, a reação de parte da população do Irã aos bloqueios de transações financeiras e contas bancarias iranianas no Reino Unido. Essa reação causou um furdunço e violações da embaixada britânica no país. O Álvaro tratou dessa questão no texto Imunidade, no qual abordou a possível inação do governo de Ahmadnejad e a falta de preservação da imunidade diplomática no caso. 

Também um ano atrás, o Brasil preocupava-se com divisões. Questão que levou o Pará a realizar um plebiscito que propunha a criação de dois outros estados retirados de seu território, Tapajós e Carajás. Hoje sabe-se que a população do estado negou a proposta, pois 66,08% foi contra Tapajós e 66,60% contra Carajás. Sobre esse tema, o Luiz Felipe apontou, no dia do plebiscito, quais eram os argumentos pró e contra e quais eram as consequências disso para as cidades da região norte. Vale a pena reler para relembrar esse importante capítulo da história brasileira.

A Bianca também trouxe um tema extremamente delicado: as amplas mortes de inocentes na Colômbia, resultado do conflito entre as Farcs, grupos paramilitares e o governo. Em seu texto, Impunidade, aborda o conflito colombiano e como inúmeros inocentes acabam como dano residual de uma luta que demonstra incapacidade do Estado de lidar com as guerrilhas de esquerda e as ações inconsequentes de financiar grupos paramilitares para cobrir o trabalho que não é feito pela polícia. 

É isso aí, pessoal, postando e relembrando!


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Há um ano comentávamos no blog a polêmica causada pela campanha “Unhate” da marca italiana Benetton, em que grandes líderes mundiais rivais foram apresentados aos beijos em um apelo de marketing à busca pela paz no cenário internacional (reveja o post aqui). Censurada por todos os protagonistas das fotos, a campanha sofreu vários processos judiciais pelo mundo afora e gerou imensa repercussão.

Seguindo o mesmo estilo polêmico, a campanha deste ano da marca intitula-se “Desempregado do ano”, em tempos de crise econômica na Europa e nos Estados Unidos (leia mais aqui). Problematizando temas políticos e econômicos em sua estratégia de publicidade, a marca se diferencia pela ousadia, ao provocar as mais diversas reações internacionais (que, positivas ou negativas, contribuem para a divulgação de seus produtos, é claro).

Um ano atrás o colaborador Giovanni Okado também nos brindava com uma interessante série sobre o crescimento da população mundial, já que acabávamos de alcançar a marca histórica de 7 bilhões de habitantes no globo (reveja os textos da série em sua sequência aqui: 1, 2, 3, 4, 5).

Os desafios e as consequências internacionais de um mundo em expansão são discutidas a todo momento, mas mereceram especial destaque neste momento do ano passado. Hoje, as discussões sobre a proximidade da marca de 200 milhões de habitantes no Brasil já começam a aparecer, e certamente ainda serão alvo de futuras análises aqui no blog…

Postando e relembrando, este é o propósito desta seção da nossa Página Internacional! 


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Há um ano a Página Internacional publicava um post do leitor, Tauã Carvalho, Da Democratização das Relações Internacionais. Um texto de crítica aos argumentos de que vivemos em um momento particular no cenário internacional, no qual há maior acesso e capacidade de influência dos países menores nas R.I. Para ele, não há democracia alguma. Pode até ter mais participação dos países periféricos e dos menos poderosos, mas, no fim das contas, quem bate o martelo, quem influencia mais ainda é aquele seleto condomínio das potências. Vale a pena revisitar o texto, pois mesmo um ano depois, essa discussão ainda é muito atual. 

Bom, na mesma semana tivemos outros posts sobre eventos marcantes do final de 2011. O primeiro, da Bianca, tratou da morte de “Alfredo Cano”, aquele que ocupava o cargo mais alto na direção das FARC. Ela colocou que a “Operação Odisseia”, que acarretou a morte de Cano, foi uma mistura de boa elaboração com sorte e que de forma alguma representaria o fim do conflito na Colômbia. Na opinião dela, o adequado seria repensar as políticas colombianas frente aos grupos paramilitares. Bom, de fato operações como essa não resolveriam o problema. Hoje, o que pode ser o indício de um bom resultado de novas opções políticas são as negociações de paz entre as partes. Iniciadas no segundo semestre desse ano, fora do território da Colômbia, podem indicar a possibilidade de uma trégua. Talvez por maior disposição do governo, das FARC ou dos dois em conversar, pelo desgaste do conflito ou por novas circunstâncias políticas. Ainda é preciso esperar pra ver onde tudo isso vai dar… 

Outro post que marcou alguns tipos de “mortes políticas” foi o do Álvaro. A crise na União Europeia começava então a derrubar seus primeiros líderes e se alguns não haviam se dado conta ainda, começou-se a ver que a situação era séria. Além de Portugal, dois países tiveram seus líderes deixando o poder naquela semana. Na Grécia, George Papandreou, e na Itália, nosso sempre polêmico, Silvio Berlusconi. No texto, o Álvaro colocou algumas perguntas interessantes que servem de reflexões. Será que os líderes pensaram em, de alguma forma, chamar para si a responsabilidade da crise e deixar os próximos líderes com uma bomba um pouco menor? Ou talvez apenas respondiam às pressões que se voltavam sobre seus Estados? Ao final do post, ainda é mostrado o caminho inverso que a Islândia tomou quando enfrentou uma crise semelhante, deixou os grandes bancos quebrarem e manteve o contribuinte isento e suas contas em dia. Mesmo guardadas as devidas proporções, essa reflexão e lição é válida para a Europa. 

Para fechar a semana, tivemos um dos textos mais polêmicos e visitados do blog. Em seu texto, Israel X Irã: o problema não é nuclear, Giovanni colocou o programa nuclear iraniano em perspectiva histórica, mostrando que as rivalidades entre os judeus e os persas vão muito além do momento atual. Coloca que há rivalidades antigas desses dois países que caminham lado a lado com interesses territoriais de Israel, “desígnios de grande potência” por parte dos Estados Unidos, da França e do Reino Unido e busca de maior espaço de atuação no cenário internacional por parte do Irã. Ainda hoje a questão do programa nuclear iraniano se arrasta pela agenda internacional e compreender um pouco da origem de toda essa tensão é extremamente relevante (clique aqui para rever). 

Bom, pessoal, é isso aí! Postando e relembrando!

[Para o post número 2 da série “O mundo em lotação” também dessa mesma semana, clique aqui]


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