Há um ano...

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Há um ano, duas postagens sobre eleições de 2012 se destacavam na Página Internacional. No dia 07 de maio, se falava sobre a eleição do socialista François Hollande e a saída de cena de Nicolas Sarkozy na França. A expectativa era, depois de um governo espetaculoso e cheio de escândalos e problemas na economia, que o liberal comedido Hollande fosse a representação do “candidato normal” e conseguisse recolocar o país nos trihos. Pois bem, na postagem dessa semana, já vimos como as coisas não vão tão bem – as dificuldades econômicas e políticas que emperram o cumprimento de promessas de campanha está minando a popularidade do presidente francês, que agora se vê em situação tão complicada quanto seu antecessor.

A postagem seguinte, no dia 08 de maio, falava de uma eleição ainda mais espinhosa, com a até então indefinida questão da sucessão presidencial no Egito (após mais de um ano da renúncia de Hosni Mubarak) e os protestos que eram causados pelo governo militar interino. Por um lado, as eleições realmente ocorreram em junho daquele ano, e o estigma da militarização arrefeceu um pouco. Por outro lado, a ascensão em poder de grupos islâmicos como a Irmandade Muçulmana e o caldeirão político que existe por lá resultam em mudanças drásticas na política externa do país e em problemas de ordem interna, com insatisfação generalizada e a persistência de boa parte dos problemas que causaram a queda de Mubarak (que por sinal está sendo julgado nesse fim de semana pela morte de manifestantes nas revoltas de 2011). Ou seja, mesmo com a eleição definida, pouca coisa mudou. 

Por fim, no dia 13, tivemos uma postagem especial, com o início da série de colaborações da leitora Tamiris Batista, “Ideias que transcendem fronteiras”, tratando nesse primeiro texto da diversidade sexual. Após um ano, o conteúdo de seus textos se mostra muito atual (e o será por muito tempo), e fica a indicação de leitura dessa instigante e importante colaboração que se iniciava há um ano. 

 E vamos que vamos pessoal, postando e relembrando…


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Há um ano a Europa e as suas dificuldades eram o assunto principal do blog. 

A crise da União Europeia e as incertezas sobre as soluções futuras ganharam destaque. Em um momento em que índices como o do desemprego chegavam a números alarmantes, a certeza da manutenção do bloco foi o ponto positivo retratado. Mesmo em um período em que parecia não haver mais identidade entre os membros, em que a desigualdade econômica e de poder causavam conflitos entre os países e revolta entre as populações mais afetadas pela crise. Passado um ano e com a persistência da crise europeia poderíamos refletir em quais pontos a situação segue a mesma e como caminhou o bloco desde então. 

Discutindo a crise europeia de uma maneira mais específica, também se discutiu a crise política na Ucrânia às vésperas da Eurocopa, com perigo de boicote aos jogos de vários países contrários a condenação de Yulia Timoschenko, responsável por uma revolução não violenta em 2004 e acusada pelo Parlamento de abuso de poder. O momento ucraniano não era dos melhores, com instabilidade política e até mesmo atentados à bomba que ameaçavam tirar a paz da Europa até mesmo durante um simples evento de futebol. 

Por fim, a teoria foi tratada ao se discutir o grupo que nas Relações Internacionais que prefere “entender” o problema científico do que explicá-lo. Assim, estariam contrariando a ideia do realismo e do liberalismo de que os Estados viveriam em anarquia, já que até a anarquia seria uma conjuntura criada pela interação entre os Estados. Portanto, o mundo seria construído como um edifício em que a interação entre os Estados, suas políticas, linguagens e identidades diversas fabricariam um produto final.    


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Vale a pena relembrar três assuntos principais que foram tratados no blog há um ano…

O primeiro deles é o que já foi chamado pela imprensa espanhola de “a maior disputa argentino-espanhola desde a Independência” (!). Trata-se do caso envolvendo o projeto de lei que expropriou 51% das ações da estatal petrolífera YPF, controladas pela gigante espanhola Repsol (reveja o post aqui). O assunto teve aceitação considerável no plano interno, mas diplomaticamente ainda causa polêmica, com um diálogo que parece ter tido novidades no último mês (quase um ano depois do incidente em si!). Com receio de que esse posicionamento de Cristina se estenda a outras empresas espanholas, o assunto ainda se mostra sensível entre os dois países.

A Espanha, aliás, foi assunto do blog na mesma semana por outro motivo (reveja aqui): o registro dos maiores índices nacionais de desemprego dos últimos vinte anos no país. Ao invés de melhorar, infelizmente a situação atinge novos recordes negativos, superando a máxima do último ano: pela primeira vez, mais de 6 milhões de espanhóis em meio à população economicamente ativa estão em busca de trabalho. Com altos índices de recessão e poucas perspectivas de mudança no curto prazo, o país parece ainda não ter muito o que comemorar no feriado da próxima quarta-feira.

Por fim, a constatação de que, pela primeira vez na história, segundo estudos especializados, havia mais mexicanos voltando para casa do que indo para os Estados Unidos foi assunto também no blog há um ano (confira novamente aqui). Trata-se de um assunto interessante e cujas perspectivas foram apresentadas de forma bastante interessante no post.

Texto atemporal, vale a pena ainda reler aqui uma excelente contribuição feita para a nossa coluna “Conversando com a Teoria”, em que o “Terceiro Grande Debate” (sobre “como estudar” as Relações Internacionais) é introduzido – com a apresentação de elementos de novas teorias na área (tais como a Teoria Crítica, do Construtivismo, do Pós-Modernismo ou da Teoria Normativa). A este propósito, não deixe de conferir os demais textos dessa coluna teórica (disponíveis aqui), trata-se de um importante material de consulta para os interessados em estudos em Relações Internacionais.

Postando e relembrando, esse é o objetivo do “Há um ano…” na Página Internacional! 


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Fonte: uct-fetranspor.com.br


Estávamos em tempos de eleição também. Na França, Sarkozy apresentava índices históricos de insatisfação popular. Nos Estados Unidos, Obama travava uma intensa batalha na disputa por votos com o republicano Mitt Romney. Como já era esperado e fora descrito naquele texto, Francois Holland tornou-se o novo presidente francês e o já conhecido Obama manteve seu posto.

Atualmente, os pleitos ocorrem no Paraguai e na Itália. No primeiro país, busca-se pragmatizar o diálogo democrático para que o mesmo volte a ocupar sua cadeira tanto no Mercosul quanto na Unasul, haja vista que os paraguaios foram expulsos após a polêmica saída do então presidente Lugo. Já na Itália, Giorgio Napolitano, de 87 anos, tornou-se o novo presidente após polêmicas parciais e recontagens sucessivas de votos. Muitos problemas internos para um mandato de sete anos de uma pessoa em idade já avançada…é isso que dizem os especialistas e, claro, os céticos opositores. 

Voltando ao assunto, o Luís Felipe escreveu um post um tanto quanto interessante, o qual se remetia, também, às eleições norte-americanas. Foi em “Esconda seu cachorro” que soubemos da estratégia republicana em acusar Obama de “comedor de cachorros” divulgando um vídeo no qual ele diz ter experimentado a iguaria na Indonésia ainda quando era criança (de 6 a 10 anos). Hilário… 

No dia 22 de Abril de 2012, a Bianca finalizava a excelente série sobre a Guerra da Bósnia. Vale a pena ler na íntegra! Além, é claro, dos textos da nossa coluna “Conversando com a Teoria” que foram escritos naquele período. 

Finalmente, não poderíamos deixar de comentar o texto do Álvaro sobre a conturbada relação entre Sudão e Sudão do Sul. A polêmica de um ano atrás continua, mas o país ao sul voltou a exportar o petróleo depois de 15 meses de paralisação. Para países ditos ricos ou pobres, as divergências econômicas ficam de lado quando o assunto é o ouro negro. 

Até semana que vem com mais lembranças da Página Internacional!


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…a Página Internacional dava seguimento à sua breve série sobre a Guerra da Bósnia (1992-1995), escrita pela Bianca Fadel. No dia 13/04/2012, o post mostrava especificamente a realidade de Srebrenica, palco do maior genocídio europeu desde o holocausto. Mas, o texto não pode ser visto sozinho, é bacana reler a série toda, com posts produzidos nos dias 06/04/2012, e no dia 22/04/2012 (aqui para o texto 1, aqui para o 2 e aqui para o 3). Os textos têm um caráter atemporal e trazem histórias importantes de serem relembradas atualmente. As tensões de guerra, os limites das intervenções internacionais pela via do peacekeeping e a negligência da sociedade internacional trazem lições essenciais para as crises atuais no Oriente Médio e na África. 

Já no dia 16/04, tivemos uma postagem interessante do Álvaro. À época, tratava-se do acordo de cessar-fogo entre o governo da Síria, de Bashar Al-Assad, e os rebeldes, e da resolução do Conselho de Segurança que tratava do envio de observadores internacionais ao país (clique aqui para reler). Interessante notar como nada disso surtiu efeito algum. Kofi Annan deixou a Síria no dia 02/08/2012 e o conflito seguiu, sem cessar. Para ele, o que foi mais complicado foi a divisão da comunidade internacional que complicou mais ainda sua mediação. Em outras palavras, a divisão das grandes potências do P5+1… 

No dia 17/04, postei um texto sobre a Cúpula das Américas daquele ano. Poderia ter sido apenas mais uma versão de uma conferência anacrônica (que praticamente não tem uma agenda, já que a OEA faz seu papel e seu objetivo inicial era discutir a criação da ALCA…) com objetivos gerais e sem um acordo significativo. Entretanto, o resultado foi bem diferente do esperado. O anacronismo da Cúpula levou à discussão do anacrônico embargo a Cuba. O Brasil, Colômbia e Bolívia bateram o pé e disseram que sem Cuba, não haverá próxima cúpula. Esse encontro é tri anual, então, só teremos um feedback dessas ações em 2015. Mesmo assim, o movimento diplomático foi interessante de observar (clique aqui para conferir o texto). A questão cubana não perdeu sua atualidade. 

A recente visita dos artistas Beyoncé e Jay-Z ao país despertou um bafafá interno nos EUA. Alguns contra a visita. Outros, com uma posição até interessante, apontando que não seria o lobby pró-Israel aquele mais forte no país. E sim o anti-Cuba. Um artigo recente da revista Foreign Policy trata um pouco disso, valeria a pena dar uma olhada. 

Bom, pessoal, é isso, aí! Postando, relembrando e re-refletindo! Até semana que vem!


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…as coisas estavam animadas pelo mundo. E muito parecidas com o que rolou nas últimas semanas. Pra começar, a postagem do primeiro de abril e os comentários sobre as mentiras e pegadinhas das relações internacionais vale muito pro caso da saia justa do presidente do Uruguai, Jose Mujica, que disse umas verdades (ou aquilo que nunca queria dizer em público) sem saber que estava sendo gravado e agora precisa apaziguar os ânimos com a vizinha Argentina. O interessante é que já teve outros episódios em que ele se referiu aos Kirchner de maneira não muito cortês… Afinal, as desculpas vão ser mais mentiras? Vem mais coisa por aí… 

Pouco depois, postagem sobre os BRICS, questionando um pouco a eficácia e o modo de atuação desse bloco, que não parece nada concreto. O tom era de dúvida, mas ao mesmo tempo de expectativa com relação à atuação do “bloco”, pela pujança dos membros e seu ineditismo em conceito. Pois bem, o que vimos semana passada? Uma análise que corrobora tudo isso em seu tom mais negativo, com a visão dos BRICS como uma ficção que ainda não trouxe nada além de interesses vagos e muitas reuniões. Parece que vai ser assim por um bom tempo ainda. 

Por fim, é claro, fica a sensação de déjà vu quando vemos a postagem sobre a Coreia do Norte e os fatos da última semana. Em 2012, a provocação era com a comemoração do avô do Kim Jong Un, e o lançamento de foguetes que poderiam muito bem virar mísseis no futuro. Hoje vemos isso com tons mais sombrios (e espetaculosos), mas ainda assim, uma provocação, e nada mais. No que Kim tem muito sucesso, já que a intenção é “causar”: estamos aqui há dois anos falando do mesmo assunto sobre ele… e nunca acaba! 

E vamos que vamos, postando e relembrando pessoal.


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Relembrando os assuntos tratados há um ano no blog, percebemos como similaridades permeiam o histórico das relações internacionais nesse período de tempo – por vezes muitos anos são necessários para que determinados assuntos se esgotem ou, por algum motivo, deixem de cativar a atenção da mídia. Israel com certeza ainda não está nessa lista, sendo assunto recorrente nos mais diversos quesitos. Há um ano, apresentávamos no blog o rompimento de Israel com o Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra.

Esse ano, Israel-Palestina foi assunto recorrente da última sessão do Conselho de Direitos Humanos (encerrada semana passada), com várias resoluções sobre os Territórios Palestinos Ocupados sendo discutidas e, finalmente, aprovadas com o único voto contrário sendo manifestado pelos Estados Unidos. Assunto delicado, o qual ainda deverá render muitas análises no blog…

Há um ano, falávamos ainda sobre a polêmica envolvendo o posicionamento oficial de neutralidade da Igreja Católica diante das violações aos direitos humanos ocorridas na Segunda Grande Guerra. Neste âmbito, acabamos de vivenciar um momento de transição importante para a Igreja, com um novo Papa sendo eleito. Revela-se com ele a esperança de renovação dentro dos padrões ainda conservadores da Igreja, por meio de uma liderança que enfrente os novos desafios de uma sociedade em constante movimento.

Dois posts atemporais ainda merecem ser revistos: na coluna “Conversando com a Teoria” tivemos uma ótima contribuição de um leitor que trata sobre a teoria do sistema-mundo e seus autores. E uma interessante análise sobre os benefícios da cooperação internacional, especialmente técnica, foi apresentada no blog, com especial enfoque aos esforços brasileiros neste sentido – vale a pena rever. Seguimos postando e relembrando! 


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Talvez não haja melhor forma de tornar nossa memória mais eficiente do que exercitando-a. E nossos domingos já são tradicionais para esse tipo de exercício. Em nossa ânsia de tentar manter vivos os assuntos que correm na mídia sobre o internacional, voltamos a refletir sobre o que se passava no blog há um ano. Vamos aos comentários de alguns textos daquela semana de março de 2012. 

No dia 2 de março de 2012, a Bianca trazia um texto especial para a Página Internacional. No post fez uma homenagem às mulheres de Angola pelo Dia da Mulher Angolana e tratou da importância da luta dessas mulheres no país. O dia 2 de março de 2013 passou de certa forma em branco para nossa mídia. Mas com esse exercício somos capazes de celebrar e homenageá-las mesmo assim! 

Em “E no front econômico…”, Álvaro trouxe um debate que se estendeu até meados de 2013: a “guerra cambial”. No seu post, mostrou o que significava a tal “guerra cambial” e os efeitos que isso tinha para o Brasil e para alguns países europeus, como a Alemanha. O termo foi cunhado pela equipe econômica do governo Dilma e vinha sendo exportado mundo afora pelo ministro da Fazenda brasileiro, Guido Mantega. Depois de toda esse “conflito de discursos” a discussão finalmente tornou-se tema da reunião do G-20 em fevereiro de 2013. Seria um sinal de que as relações internacionais finalmente tornaram-se mais democráticas para as demandas dos emergentes? Não, não, pessoal! O que aconteceu foi que as grandes potências como a UE e os Estados Unidos estavam sendo afetados pela nova política econômica agressiva do Japão, que envolvia manipulação de câmbio. O resultado foi o esperado. Assunto enterrado de vez no conformismo e na inação das potências na declaração final da reunião… 

Já há exatamente um ano, no dia 6 de março, eu postei um texto sobre temas de Segurança na relação entre o Brasil e o Tio Sam. Havia dois assuntos muito curiosos à época. O primeiro deles era a relação dos EUA com a postura do Brasil de não ratificar o protocolo adicional do tratado. O Brasil tinha assinado o acordo, mas o governo não se mostrou muito a favor desse protocolo que tornava as fiscalizações da AIEA mais rígidas e invasivas. Resumo da ópera: o Tio Sam afirmou que o governo brasileiro poderia tomar o tempo que fosse necessário para ratificar o tratado. Uma mudança interessante que eu questionei o porquê. Da mesma forma, o segundo tema foi a compra e depois revogação de compra de 20 Super Tucanos brasileiros pelo governo estadunidense. E foi interessante que assim que assim que a mídia divulgou o ocorrido, a Boing mandou negociadores para o Brasil para tratar do projeto FX-2. Claro que ficaram com o rabo entre as pernas de isso afetar a escolha do governo brasileiro. Uma escolha que parece que não irá sair até que os nossos caças comecem a se desmanchar no ar… 

Há um ano o blog também falava de eleições. Primeiro com um post meu sobre o processo eleitoral russo e a malandragem de Putin (de trocar de cargo de primeiro-ministro com o Medvedev para poder se reeleger). Logo após, o Cairo tratou do assunto também em “De novo, Putin?”. Segundo ele, as eleições tinham sido justas e dentro do processo democrático. Entretanto, apontou para um mal que vem se desenvolvendo na Rússia desde o fim da União Soviética: a falta de eficiência governamental em todas as partes do território, que ainda estão presas nos fantasmas do comunismo. Isso tudo culminou em um cenário de aceitação de situações malandras como essa de Putin e Medvedev. 

 Bom, ficamos por aqui. Postando e relembrando!

[Na mesma semana foi postado um estudo de caso sobre o Neorrealismo. Vale a pena “Conversar (novamente) com essa Teoria” nesse post. Clique aqui para conferir!]


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No dia 01 de março do ano passado, tínhamos uma postagem com nome bem sugestivo: “A única certeza é a incerteza”. O tema era o programa nuclear da Coreia do Norte, mas serve muito bem pra mostrar o estado de coisas da maioria dos eventos daquele momento, que têm seus reflexos hoje em dia. Alguns mais previsíveis, outros nem tanto…

Já começamos com essa mesma postagem – no ano passado, o que se falava era sobre suspensão de testes, negociações e visitas de técnicos e inspetores da AIEA, com uma previsão otimista contrastando com a imprevisibilidade de Pyongyang. O que temos hoje? A Coreia do Norte comemorando mais um teste nuclear bem-sucedido, e os vizinhos em pânico com a perspectiva de um acirramento de tensões. Se isso vai se concretizar, ou se os norte-coreanos vão recuar uma vez mais em seus blefes atômicos, não dá pra saber. Quem dirá o que vamos analisar ano que vem sobre isso. 

Por outro lado, temos as surpresas meio que esperadas. No dia 06, postagem sobre as relações entre Brasil e EUA mostrava como os choques de posições entre os países sempre são seguidos de negociação e aproximação. Um dos exemplos mencionados lá era a suspensão da compra de aviões de treinamento brasileiros. O que aconteceu nessa semana? A mesma compra foi confirmada. Nas relações entre Brasil e EUA, por mais que haja percalços, a tendência é cooperação ou entendimento, e nesse sentido não devemos esperar surpresas. 

Por fim, um caso em que não houve surpresa alguma. Postagem do dia 05 comentava sobre a questão da variação do câmbio na economia mundial, e a acusação do Brasil de haver guerra cambial nesse sentido. Mais do que o tema, o interessante é a posição do Brasil. Nessa semana, o Ministro da Fazenda se pronunciou sobre o baixo crescimento do PIB em 2012, e apesar do tom otimista, é perceptível uma cutucada na crise mundial como uma das responsáveis pelo desempenho fraco. A renda das famílias e os empregos crescem, mas ao mesmo tempo a dívida e o consumo também. É um modelo que em longo prazo dá problemas, mas é mais fácil colocar uma vez mais o peso maior da culpa lá fora. Já vi isso antes… 

Bom, é isso pessoal, vamos postando e relembrando.


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Há um ano, o blog estava movimentado por temas bastante diferentes entre si…

Primeiramente, em ritmo de Carnaval, a homenagem da escola de samba paulista “Gaviões da Fiel” ao ex-presidente Lula recebeu nossa atenção (reveja aqui). Após um ano, Lula continua estampando capas de revistas e artigos de jornais, porém principalmente devido às denúncias em relação ao mensalão que voltaram à tona nos últimos meses e foram acompanhadas de perto pela sociedade brasileira. O procurador responsável pela investigação de seu caso foi escolhido esta semana, mas suas atividades ainda não possuem prazo de finalização, devido à grande quantidade de material a ser avaliado para levar (ou não) a uma condenação. Será? Resta-nos aguardar.

Também nesta época durante o último ano, a Líbia celebrava as eleições municipais como uma conquista histórica – novidade para o povo líbio, após 40 anos (reveja aqui)! Agora já estamos comemorando o segundo aniversário das revoltas sociais que derrubaram Kadhaffi em 2011. Clima de tensão ainda permanece no país, mas a luta pela descentralização do poder e pela justiça social ainda é grande e parte de um longo processo.

Já nos Estados Unidos, enquanto há um ano avaliávamos que a corrida eleitoral seguia indefinida, hoje Obama luta no momento contra a questão dos cortes automáticos de gastos no país, enfrentando desafios em um segundo mandato durante o qual se aguarda o cumprimento de muitas de suas promessas.

Ainda, uma interessante reflexão sobre o estudo e os investimentos em educação superior no Brasil e no mundo em tempos de crise econômica foi um post dessa época que merece ser relido, mantendo ainda sua atualidade após um ano.

Por fim, há pouco mais de um ano anunciávamos a entrada de Cairo Junqueira como colaborador do blog, reforçando a equipe e contribuindo amplamente para a qualidade dos textos publicados por aqui!

É isso, pessoal, postando e relembrando na nossa Página Internacional! 

 


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