Há um ano...

Por

Relembrando os temas que eram discutidos aqui no blog há um ano, é impossível deixar de destacar a conquista histórica do status de “Estado observador não membro” da Palestina na Organização das Nações Unidas (ONU). Mesmo que essencialmente simbólica, a conquista reitera que os termos “Palestina” e “Estado” podem (e devem) fazer parte de uma mesma frase, além de avançar (lentamente, como tudo no plano internacional) em direção a mudanças mais profundas.

Há pouco mais de duas semanas, em mais um momento histórico, a Palestina participou pela primeira vez de uma votação na ONU, para eleger um dos juízes do Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia – uma das únicas situações em que Estados observadores não membros podem participar da tomada de decisões (mais aqui). Ano a ano, vemos que a história avança por meio de seus atores, refletindo novas configurações e anseios da comunidade internacional.

Também um ano atrás, o blog recebia dois posts de leitores muito interessantes. O primeiro, do leitor Bruno Theodoro Luciano, tratava da crise do Euro e da integração regional europeia, destacando o impacto das medidas de austeridade e o desemprego que geraram forte insatisfação população. Assunto mais que atual e muito mais complexo que uma simples crise financeira

O segundo post foi enviado pela leitora Fernanda Ferreira Chan, trazendo uma interessante análise sobre o orçamento da Organização dos Estados Americanos (OEA) e os impactos de sua redução para 2013, vale a pena rever.

Por fim, vale a pena rever também o texto da série “Conversando com a Teoria” em que é discutida a questão das redes no plano internacional – fenômeno antigo, mas intensificado pela globalização e pela interdependência cada vez maior entre os países, o tema é extremamente atual e merece (re)leitura. 

Postando e relembrando, este é o “Há um ano…” na Página Internacional! 


Categorias: Há um ano...


Há um ano...

Por

Há um ano, as discussões no blog passavam por diferentes cantos do mundo. Destacando alguns dos principais pontos, temos um interessante post sobre François Hollande, então com apenas seis meses cumpridos de mandato na França, em que já se destacavam alguns elementos contraditórios em sua forma de governar. A partir de um discurso tido como esquerdista, Hollande foi eleito por franceses esperançosos por mudanças após a emblemática era Sarkozy. Após um ano e meio de governo, ele está sendo avaliado hoje como o presidente com menor apoio da população em 30 anos (!) – pior que o próprio Sarkozy… os anos vão delineando a política de uma forma imprevisível (ou alguém imaginava isso?) na França.

Já previsível, contudo, era a falta de perspectivas para o término do conflito na Síria. Infelizmente, o título do post de um ano atrás (“Nada de novo na Síria”) poderia ser o título de um post sobre o tema essa semana. Se naquele momento o número de vítimas fatais era estimado em 36 mil, neste ano vimos a cifra quintuplicar, chegando a mais de 115 mil mortos atualmente e milhões de refugiados nos países vizinhos e pelo mundo afora. Com metade da população na miséria, estamos vendo a destruição de um país sem que nenhuma medida efetiva consiga evitar os danos. Em um pós-guerra que ainda não consegue ser visualizado, as dificuldades certamente persistirão por anos a fio até que esses momentos façam parte de lembranças longínquas.

Já na América Latina, há um ano apresentávamos um embate argentino que persiste entre o governo e os meios de comunicação, mais precisamente o Grupo Clarín (a “Rede Globo” da Argentina). A batalha envolve a “Lei da Mídia” promulgada em 2009 e contra a qual o grupo tem lutado incessantemente, já que a legislação obrigaria o Clarín a se desfazer de licenças tanto de rádio como de televisão, respeitando uma série de limitações que visam evitar o monopólio dos meios de comunicação. Ontem, poucos dias depois de derrota na Corte Suprema de Justiça do país, foi apresentado (a contragosto) pelo Grupo Clarín plano de adequação voluntária à lei. O assunto ainda deve gerar discussão por lá – e bem que a moda podia contagiar os demais países da região…

Postando, relembrando e avaliando o que o tempo traz de novo em temas já discutidos no blog, seguimos com o “Há um Ano…” na Página Internacional! 


Categorias: Américas, Conflitos, Europa, Há um ano...


Há um ano...

Por

Há um ano, um importante assunto discutido no blog era a nova tentativa de estabelecimento de um acordo de paz entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) que se iniciava. Assunto polêmico, que envolve a importante participação da sociedade civil e que trata de um conflito extremamente complexo que envolve guerrilhas, grupos armados, milícias paramilitares, e forças do Estado, já tendo deixado aproximadamente 220 mil mortos há décadas, desde 1958.

Hoje, essa tentativa parece render bons frutos, centrando-se em cinco grandes pontos de negociação: desenvolvimento rural, participação política, fim do conflito armado, narcotráfico e direitos das vítimas. Amanhã se inicia o 14º ciclo de negociações em Havana, Cuba, sendo que momentos decisivos se aproximam. Mujica, presidente do Uruguai, pede o apoio do Mercosul ao processo; Jonh Kerry, secretário de Estado estadunidense, qualifica o processo de paz como corajoso e criativo; as expectativas são altas e as perspectivas otimistas em relação à presente iniciativa.

Outro tema abordado foram as eleições em Angola, pela primeira vez livres desde a guerra civil que perdurou no país de 1975 a 2002. O clima de “normalidade” prevaleceu, apesar do possível questionamento ao adjetivo “livres” para eleições que apenas garantiram a continuidade de José Eduardo dos Santos, no poder há mais de 30 anos.

Denúncias de corrupção no regime rondam seu governo atualmente, sendo que sua filha mais velha, Isabel dos Santos, foi considerada pela Revista Forbes como a mulher mais rica da África (!). Ainda, pela primeira vez Santos permaneceu ausente de Angola por mais de um mês sem notícias de seu paradeiro, revelando o personalismo ainda predominante no governo e nos levando a crer que (infelizmente) talvez pouco se altere nos próximos anos… 

E seguimos então, ano após ano,  postando e relembrando na nossa Página Internacional! 


Categorias: África, Américas, Há um ano...


Há um ano...

Por

Há um ano, o blog não poderia ter uma maior diversidade de assuntos durante uma semana. Foram postagens que discutiam o que literalmente ocorria no mundo todo, já que nenhuma parte do globo foi esquecida. Mais do que isso, o que chama atenção é a atualidade das discussões. São assuntos que vão e voltam à pauta do que ainda escrevemos aqui e o que vemos em outros sites e blogs.

Durante a abertura da semana, Raphael discutia a crise da economia grega. Entre o ainda nebuloso cenário de desolação, já se podia extrair números preocupantes da economia, como um PIB decrescente, a alta da dívida pública e o desemprego. Problemas que ainda persistem no país e se espalham pela Europa.

A leitora do blog, Tamiris Batista, escrevia seu último post especial, que trazia uma série de discussões do que ela chamou de “ideias que transcendem fronteiras”. O ativismo e a perseguição à banda Pussy Riot, extremamente crítica ao governo Putin, e o fortalecimento do grupo Anonymous nas redes sociais faziam parte desse novo momento, em que a internet contribuía para espalhar ideais pelo mundo, como virais. Os virais sobre o general Kony e vídeos contrários ao conflito iminente entre Israel e Irã pipocavam na rede. Um ano depois, eis que a Rússia é centro de polêmica lei anti-gay. Em outro momento, vemos bombas sendo lançadas sobre a população da Síria. A internet continua sendo a grande propagadora de informação, dando voz a opiniões e “ideias que transcendem fronteira”.

A Síria em si também não passou em branco. Álvaro escreveu sobre ela e outros países em conflito. E imaginem sobre o que? Mortes causadas pela repressão, o mar de refugiados que se formava no Líbano, no Iraque e na própria Síria. Repressão de governos ditatoriais, guerras internas e a situação caótica dos civis, fugindo de fronteira em fronteira em busca da paz. Há algo mais atual que isso?

Se deslocando um pouco no mapa, Cairo fazia uma pergunta pertinente: cadê as RI na África? Na verdade, era uma crítica legitima ao baixo número de estudos e conhecimentos sobre o continente. Aprofundando a constatação, pergunto: onde está a África nas discussões das ciências humanas? O continente é um abismo de desconhecimento. Existe uma escassez de pesquisas e, quando feitas, parecem passar sem grande destaque pelas discussões científicas ou artigos jornalísticos.

Por fim, a América foi contemplada. A tardia posse do presidente mexicano Peña Neto, depois de alguns percalços, foi assunto da postagem da Bianca. As constantes denúncias de corrupção de seu partido e a suspeita de fraude eleitoral ameaçavam deslegitimar sua vitória nas urnas. De fato, há um ano atrás a Página Internacional contemplava discussões em vários locais do mundo. Muitas delas ainda hoje centrais nos debates desse ano. Um show de diversidade para os nossos leitores.


Categorias: Há um ano...


Há um ano...

Por

…o tom era de festa, com a abertura dos jogos olímpicos de Londres, mas trazia notícias que hoje não têm nada de animadoras. 

No dia 26, justamente o da abertura, a postagem comentava sobre a ocorrência de fatos marcantes durante eventos esportivos. Aqui no Brasil não foi diferente nesse ano, mas de um modo inesperado – a vitória da seleção do país no torneio de futebol realizado em junho foi ofuscada pela onda de protestos em busca de melhoria de condições de vida no país e, em boa parte, contra os gastos desmedidos para a Copa do Mundo do ano que vem. É um marco do rompimento da tradicional inação política de uma geração (ou mais…) pós-regime militar, como há muito tempo não se via, e a tendência é que seja ainda mais agitado em 2014.

No dia 28, o assunto era um pouco mais pesado, com a questão do governo turco e as violações de direitos humanos na Síria. Mais que defender interesses humanitários, a Turquia de então estava envolvida com instabilidades internas que seriam pioradas por um fluxo indesejado de refugiados. Hoje, a situação fica cada vez pior, com as revoltas contra o crescente autoritarismo do primeiro-ministro Erdogan, cada vez mais afastado do progressismo do inicio de seu mandato, e violência contra os manifestantes. O bom e velho “em casa de ferreiro, espeto é de pau”.

Para fechar, no dia 31, o assunto quente era a entrada da Venezuela no Mercosul, finalmente, graças à suspensão do Paraguai e que era vista como uma vitória pelos governos do bloco. Mais que uma decisão de cunho econômico, o ingresso de Caracas teve um peso político, e parece ser confirmado na situação atual. Comparado com uma iniciativa bem mais ambiciosa como a Aliança do Pacífico, o Mercosul de hoje, abrigando países em crise econômica e com seus laços comerciais cada vez mais estremecidos por iniciativas individuais, se parece muito mais com um grupo de compadres que mal e mal mexe com discussão política. O Paraguai já foi chamado de volta, mas não quer mais. O tempo dirá se o grupo terá a capacidade de ajudar seus membros a sair do buraco, ou se ruma de vez para o fracasso com relação a seus objetivos originais. 

E vamos que vamos pessoal, postando e relembrando…


Categorias: Há um ano...


Há um ano...

Por

 

Dois temas interessantes foram tratados na Página Internacional há um ano. Mais uma vez, continuam atuais ou tiveram viradas que então eram de difícil previsão.

 

 

Primeiro, o tema era o Egito. Morsi preparava-se para começar sua trajetória como líder da transição democrática no país. Enquanto isto, a Junta Militar ainda comandava um governo transitório. Tratávamos da lentidão para lograr avanços significativos e dos desafios de um governo ainda sem Constituição.

 

Desde então, uma nova Constituição foi discutida e aprovada. Porém, ao contrário de servir como consagração de direitos essenciais à transição, terminou como alvo de protestos contra a limitação das vozes dissidentes ou minoritárias. Protestos que escalaram. No final das contas, o Egito viu seu presidente democraticamente eleito deposto e um novo governo transitório instalado, novamente pelas mãos dos militares.

 

Fica uma importante questão por responder. Qual o futuro da Irmandade Muçulmana? Vai participar das próximas eleições – considerando que será feita uma nova passagem à democracia – e poderia governar em caso de uma nova vitória nas urnas? Caso não, como ficaria os que se sentem representados por este grupo? Um outro grupo islamista, formado por salafistas, que apoiou a manobra política contra Morsi, recuou no apoio à “reinvenção” da revolução.

O segundo tema, longe de apresentar grandes mudanças de rumo, segue seu rumo com avanços alternados entre os grupos em batalha. Em julho de 2012, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovava o prolongamento de uma missão de observação na Síria. Seu trabalho foi finalizado em agosto do mesmo ano. Em sequência, a mesma organização internacional estabeleceu uma investigação sobre o uso de armas químicas. Não parecem restar muitas dúvidas que houve utilização em alguma escala, incluindo relatos jornalísticos in loco.

 

Os rebeldes, em determinado momento, pareciam próximos da vitória. Logo, contudo, o governo redobrou esforços para retomar pontos estratégicos, com ajuda de seus aliados. No momento, a clivagem entre rebeldes e governo favorece as forças oficiais, uma vez que os primeiros dividem sua influência e territórios controlados de maneira fragmentada. Missão vai, missão vem, mas tudo parece seguir na mesma quando falamos das vítimas de guerra e dos deslocamentos forçados de sírios rumo a qualquer lugar minimamente seguro.

É isso aí, seguimos postando e relembrando.


Categorias: Há um ano...


Há um ano...

Por

Lembrávamos a morte de Itamar Franco, em 2011, e discutíamos se Dilma Rousseff seguiria os passos de outros estadistas brasileiros. Ao avaliar o primeiro ano de seu governo, questionávamos quais fatores poderiam entrar em uma possível análise do seu legado. No final das contas, contudo, o ano 2013 é o que deverá entrar nos registros dos historiadores.  

A presidente, que chegou a ultrapassar seu mentor em termos de popularidade, caiu quase 30 pontos na avaliação dos brasileiros. Ninguém previu e poucos arriscam apontar um possível desdobramento. Nem a oposição, por enquanto, pode comemorar muito. A crise assolou o sistema partidário em sua totalidade. Talvez, Marina Silva possa capitalizar com tudo isso. 

Além disto, apresentávamos a questão Assange. O Equador apresentava-se como um guardião dos Direitos Humanos, oferecendo abrigo ao ativista em sua Embaixada em Londres. Deste então, ele continua lá. O asilo já foi concedido, mas sem garantias necessárias do governo britânico, Assange não consegue chegar ao seu destino final. Agora, a WikiLeaks encontrou um novo aliado.

Sob os mesmos parâmetros, o procurado da vez, Snowden, espera igualmente algum país disposto a recebê-lo. O Equador, novamente, considera fazê-lo. No mesmo país, em 2012, discutia-se a polêmica Lei de Comunicação. Em um paradoxo curioso, o protetor de Assange (e possivelmente de Snowden) busca meios de controlar controlar o fluxo de informações no país, enquanto insiste em abrigar um personagem que tem como missão divulgar informações sobre temas sensíveis.  


Categorias: Há um ano...


Há um ano...

Por

…víamos uma coincidência interessante aqui no blog. 2012 foi ano de Eurocopa, e o torneio vencido pela Espanha e realizado em conjunto pela Ucrânia e pela Polônia serviu de pano de fundo para uma onda de protestos nesses países. A situação da Europa naquele momento (e que se estende até hoje) dispensa explicações, e num ambiente de insatisfação, os governos daqueles países passaram por maus bocados para lidar com os manifestantes. 

Não parece familiar? Pois é, nessa semana de Copa das Confederações realizada no Brasil, o que vemos é uma série de protestos relativamente localizada, mas bastante pontual e expressiva, com os “levantes” contra aumentos de tarifas de ônibus em diversas cidades servindo de estopim para movimentos de protesto mais sérios e amplos. Com isso, já tivemos (e provavelmente teremos muitos ainda) protestos antes de jogos da competição, e a exemplo do caso europeu de um ano atrás, motivações aparentemente desligadas dos eventos estão por trás de um movimento de contestação que tem como alvo um problema muito maior. 

Reproduzo o último parágrafo, que poderia muito bem caber em um texto feito nessa semana. 

“O mais interessante disso tudo é ver como os protestos não são contra o evento em si, mas atitudes do governo, e até mesmo da própria sociedade, em decorrência da sua realização. Incompetência do governo, gastos desenfreados e corrupção, sociedade acomodada […] Será que podemos esperar algo parecido para 2014? Não custa sonhar.” 

Não prece uma realidade muito distante, afinal. Isso aí pessoal, postando e relembrando…


Categorias: Brasil, Europa, Há um ano...


Há um ano...

Por

 

Um dos assuntos discutidos no blog há um ano permanece recorrente em nossas análises: Síria (posts recentes aqui e aqui). Um ano depois do chamado “Massacre de Houla” – com 108 mortes de civis registradas, sendo 49 crianças e 34 mulheres (reveja o post do ano passado aqui) – o conflito no país soma dezenas de milhares de mortes, casos de canibalismo, armas químicas, interesses de várias potências em diferentes lados do conflito e etc. O país continua sendo o principal assunto do Conselho de Direitos Humanos da ONU e a perspectiva de que daqui a um ano continuemos postando a respeito, infelizmente, é real…

Outro assunto que, ano após ano, permanece tema do blog é a questão do Irã e seu programa nuclear. Ano passado apresentávamos o status das negociações que eram realizadas (reveja post aqui) e, há poucos dias, mais uma reunião foi agendada porque as conversações entre a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e o país não avançaram – o mesmo documento segue em negociação há um ano e meio…

Por fim, dávamos continuidade no blog à interessante série proposta pela leitora Tamiris Hilário de Lima Batista, intitulada “Ideias que transcendem fronteiras”. Em seu terceiro texto publicado no blog, o assunto era a educação, em uma rica perspectiva de humanização do processo de aprendizagem. Apresentando exemplos de projetos neste sentido desenvolvidos internacionalmente e também no Brasil, vale a pena reler e inspirar-se com sua reflexão aqui.

Postando e relembrando, seguimos com o Há um ano… na Página Internacional.

 


Categorias: Há um ano...


Há um ano...

Por

Voltando ao tempo, há praticamente um ano, a nossa coluna “Conversando com a Teoria” tratava sobre a teoria construtivista das Relações Internacionais. Vale a pena clicar aqui e recordar um pouco da abordagem de Alexander Wendt, principalmente sobre a noção de a anarquia internacional ser algo construído e não uma estrutura em si, conforme afirmavam os neorrealistas.

Em outro momento, em “Brasil: qual é o teu negócio?”, o tema da vez era o Código Florestal, o qual completou um ano no último sábado e teve como intuito principal regulamentar as propriedades rurais nacionais. O documento veio numa época importante, pois em Junho de 2012 foi realizada a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, mais conhecida como Rio+20. Como muitos sabem, seus resultados não foram muito satisfatórios, embora autoridades “vangloriem” até hoje o que fora debatido. 

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) voltaram aos noticiários e fora objeto de análise em “Liberdade Privada”. Os sequestros continuavam a ser uma das ações mais criticadas do grupo. Desde então, com destaque para o último semestre, a organização vem mantendo um diálogo mais ativo com o governo central, resultando em diversos acordos e uma relativa estabilização interna. 

Ademais, nos fins de Maio do ano passado começava a pequena série de postagens intitulada “Para…o que?”. No primeiro texto acerca da paradiplomacia, seja ela a inserção internacional dos chamados atores subnacionais (cidades, estados, municípios, províncias, regiões, etc.), fora abordado o mundo pós-Guerra Fria e a reformulação da figura dos Estados-nação. 

É isso! Até breve com mais postagens antigas.


Categorias: Há um ano...