Há um ano...

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Há um ano

Há um ano, três assuntos principais eram destaque na nossa Página Internacional.

Um dos assuntos envolvia a possibilidade de que o mundo presenciasse, pela primeira vez, um “calote histórico” da dívida pública nos Estados Unidos, pois o Tesouro estava à beira de um colapso, sem acordo e sem recursos para cumprir seus pagamentos ao mercado financeiro. Aos 45 minutos do segundo tempo, na data limite, o acordo passou pelo Congresso estadunidense e foi assinado por Obama, evitando o default do país. Apesar disso, o abalo econômico foi expressivo; e democratas e republicanos seguem no embate que envolve principalmente a reforma de saúde do governo democrata (“Obamacare”), ainda profundamente criticada pela oposição

Outro tema à época envolvia o Prêmio Nobel da Paz, cuja subjetividade leva à premiação de Obama (2009) ou União Europeia (2012)… se no ano passado a aposta na menina paquistanesa Malala foi frustrada com o prêmio sendo destinado à Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq), em 2014 o comitê organizador, com um pouco de atraso, agraciou Malala Yusafzai, juntamente com o ativista indiano Kailash Satyarthi. Malala, com o seu grande exemplo, apesar de seus apenas 17 anos, se tornou a pessoa mais jovem a ganhar um Prêmio Nobel na história.

Por fim, há um ano o que chamou a atenção mundial foi o anúncio de que a Organização das Nações Unidas (ONU) está sendo processada (!) pela população do Haiti, por meio do Instituto para a Justiça e democracia no Haiti (IJDH), devido à epidemia de cólera que se alastrou no país em 2010 por meio por integrantes das tropas de paz da ONU vindos do Nepal em missão ao Haiti. A doença havia sido erradicada no país há mais de um século, porém, desde 2010, mais de 700.000 pessoas foram infectadas, com mais de 8.500 casos fatais.

Dada a peculiaridade do tema, o assunto se reveste de um teor político sensível, pois as vítimas de cólera não foram compensadas e a ONU, por sua própria natureza, possui teoricamente imunidade internacional. Contudo, o tema segue em aberto e há poucos dias um juiz de Nova York decretou audiçõespara este mês durante as quais será discutido se a ONU pode ou não responder em tribunal neste tipo de situação. A ver se, em um ano, o assunto já terá sido resolvido nas instâncias correspondentes…

Postando e relembrando, este é o “Há um ano…” na nossa Página Internacional!


Categorias: Estados Unidos, Há um ano..., Organizações Internacionais, Polêmica


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Marina

A primeira semana de outubro de 2013 tinha um noticiário agitado (e trágico) ao mesmo tempo em que, profeticamente, jogava luzes sobre algo que está por acontecer exatamente um ano depois.

Primeiro, uma postagem sobre o naufrágio de um navio de refugiados, abordando as condições desumanas a que são submetidos, encontra ecos em 2014 com a recente notícia da catástrofe no mar de Malta que vitimou mais de 500 pessoas entre refugiados sírios, egípcios e palestinos rumo à Europa. Ainda nessa semana, as notícias de maus-tratos a refugiados em abrigos na Alemanha expõe ainda mais o problema da adaptação (e da tolerância) a estes. Trata-se de um desafio a ser enfrentado pela comunidade internacional como um todo, já que o aumento da crise na Síria, as ofensiva contra terroristas no Oriente Médio e possivelmente a crise da Ucrânia vão gerar um fluxo crescente de refugiados para a Europa, e não será tolerável que continuem a enfrentar os riscos da viagem clandestina ou do naufrágio em embarcações superlotadas.

Porém, em postagens mais “domésticas”, o destaque ficava para a “imagem da semana”, com o impedimento da criação do novo partido de Marina Silva, e a postagem seguinte consagrando sua aliança com Eduardo Campos para o pleito presidencial de 2014. Como esperado na análise, Marina entrou como vice do ex-governador de Pernambuco, mas quis o destino que viesse a assumir a chapa pelo trágico falecimento de Campos e causasse uma reviravolta no cenário eleitoral. Surpreendentemente, seja pelas condições em que assumiu a candidatura, seja pelo resgate de uma parcela do eleitorado fiel a ela, o fato é que estaria tendo um desempenho muito superior ao candidato falecido. Hoje, apesar de pesquisas serem algo incerto, pode-se dizer que se apresentam chances realistas de enfrentar a atual presidente no segundo turno. Neste fim de semana, com o primeiro turno, saberemos quais os resultados de um cenário que se desenhava há pouco mais de um ano. E as consequências para o Brasil, especialmente na arena internacional, dependem também disso.

E vamos que vamos, postando e relembrando…


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tempo_mao_relogio

Há aproximadamente um ano acontecia aqui no Brasil a Jornada Mundial da Juventude, considerada um dos maiores eventos globais. Com o título “Para América”, ressaltou-se aqui no blog que a presença do Papa Francisco na ocasião representava uma reafirmação do papel da Igreja Católica no continente. Carismático, humilde e muitas vezes negador das formalidades de um chefe de Estado, posto que Francisco é líder da Santa Sé, o Papa provou que seu papel vai muito além da religião e inúmeras de suas atitudes e presenças, a exemplo da sua “rixa” com os Kirchner, também têm consequências políticas. Além disso, atualmente, com a Copa do Mundo, a mídia divulgou que o jogo entre Alemanha e Argentina traria um “evento inédito” ao Vaticano, opondo seu atual e ex líder, Bento XVI. Aí todo mundo já sabe: misturou religião, política e futebol…

Em outro texto intitulado “Fora de Ordem” questionava-se o seguinte: Como (re)ordenar o mundo? Pergunta ampla, sem resposta fixa e coesa, mas que refletia os acontecimentos de um ano atrás, qual seja a Jornada de Junho, fazendo uma referência direta aos protestos vividos aqui no Brasil em meados de 2013. Se tudo começou pelos 20 centavos, ao longo das manifestações ouviu-se o grito em defesa de menor desigualdade social, tendo em vista que, conforme fora evidenciado no blog, aproximadamente 80% da população mundial vivia (provavelmente ainda vive) com menos de um salário mínimo brasileiro por mês. Saindo do nosso país e voltando à pergunta de como (re)ordenar o mundo, hoje o debate está direcionado ao BRICS que ontem mesmo criou seu banco próprio e representa, em divulgação de Celso Amorim, a inauguração de uma nova ordem mundial.

Por fim, falava-se de Snowden e da Agência de Segurança Nacional (NSA, em inglês) nos textos “A visita indesejada” e “Uma boa leitura, NSA!”, respectivamente. O primeiro foi acusado e penalizado por ter vazado informações secretas do governo estadunidense, enquanto a segunda ganhou as manchetes por ter espionado conversas online e ligações de milhares de civis de seu país. Agora, no dia 31 de julho, encerra-se o período do asilo temporário de Snowden na Rússia. Para onde ele vai? Ninguém sabe e uma viagem para algum país sul-americano é longa devido às suas condições. Estão pedindo até para ele vir ao Brasil, mas vai saber… Do outro lado, as denúncias de espionagem da NSA continuam nos dias de hoje ratificando a velha política do Tio Sam!

E foi-se mais um “Há um ano…” aqui na Página Internacional…


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Há um ano

Retomando noticiário do final de junho de 2013, temos algumas notícias de impacto duradouro.

No dia 27 de junho, o texto comentava a controversa situação de Edward Snowden, então aguardando uma definição para sua situação complicada, após fugir da China para ficar em um aeroporto russo. O delator que abalou as relações dos EUA com o mundo esperava a hospitalidade e asilo de países não tão próximos de Washington para escapar das penas mais pesadas impostas pelo crime de traição. Apesar de pouco provável, ele acabou conseguindo mesmo o asilo temporário na Rússia, e foi o primeiro degrau de uma escalada de problemas entre as grandes potências que atingiu seu cume com a crise ucraniana do começo desse ano.

No dia seguinte, o texto explicava a entrada da Croácia na União Europeia, oficializada naquela semana. Ora, apesar de o noticiário atual dar muito mais importância à participação do país balcânico na copa do mundo, temos que e um dos países europeus que mais sofreu com a crise de 2008 (junto com a Grécia, um dos que encolheu de maneira regular), e hoje, um ano depois, ainda é difícil avaliar se a entrada no bloco vai conseguir ter os efeitos práticos que a economia do país necessita. O quadro piorou com as enchentes de 2014, que causaram grandes estragos estruturais e custo em vidas humanas na região.

Por fim, no dia 29, o debate acalorado sobre a legislação de mídia equatoriana chegava ao nosso blog. A turbulenta relação de Rafael Correa com a imprensa se mostrava em uma controvertida lei aprovada semanas antes, que colocava amarras à atividade, especialmente um polêmico artigo sobre “linchamento midiático”. Um ano depois, os efeitos são sentidos – um dos principais periódicos do país anunciou neste fim de semana o encerramento de sua versão impressa por causa de “perda de liberdades” e “autocensura imposta”. São apenas mais alguns capítulos na tensa relação dos governos sul-americanos com a imprensa.

E é isso pessoal, vamos postando e relembrando…

 


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Tempo passando
Há um ano, vaias contra a presidenta Dilma marcaram o início de um jogo importante da Seleção Brasileira. Apesar de muito semelhante à situação vivida há uma semana na abertura da Copa do Mundo, o fato relatado em post do blog de um ano atrás se refere à abertura da Copa das Confederações, realizada também no Brasil, quando Dilma realizou seu discurso de abertura.

Sem questionar a suprema liberdade de expressão, vale apenas registrar que a repetição de um ato de grosseria (ainda que verbal) como esse apenas indica que os espaços reais em que a insatisfação e desejo de mudança deveriam ser mostrados continuam subaproveitados…

Outro fato interessante de um ano atrás foi a entrada no bloco europeu do nosso primeiro adversário na Copa do Mundo. Faz exatamente um ano que a Croácia teve sua aceitação oficial na União Europeia, após anos de negociação. O longo processo de adesão do país, o vigésimo oitavo membro do bloco, reflete o resultado de reformas políticas, econômicas e sociais que se passaram para esta vitória croata no processo de integração com a União Europeia.

E qual acontecimento mais marcante de um ano atrás que a onda de protestos e manifestações que se alastrou pelo Brasil afora? As imagens que já se tornaram históricas, e que registramos há um ano, hoje ainda representam um misto de sentimentos, críticas e expectativas na luta por um país melhor e cada dia menos desigual. Se todos se unem na torcida pela seleção nacional, por que não acreditar que é possível canalizar emoções e, principalmente, ações por mudanças no cenário político e social desse país tão diverso?

Esse é o “Há um ano…” na nossa Página Internacional, postando e relembrando os temas já comentados no blog!


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relogio ha um ano
Há um ano, um dos temas que preenchiam o conteúdo do blog era o anúncio do General Santos Cruz para comandar a brigada de intervenção das forças de paz das Nações Unidas na República Democrática do Congo, a MONUSCO. Em um relato pessoal cativante que vale a pena ser relido (confira a íntegra aqui), vemos o General sob uma perspectiva diferente, do dia-a-dia daquele que há aproximadamente um ano lidera a mais desafiadora missão onusiana da atualidade – em um país cujas duas últimas décadas de guerra já vitimaram aproximadamente 5,5 milhões de pessoas.

O fato de, pela primeira vez desde 1948, os capacetes azuis possuírem autorização para “impor” a paz, ou seja, “dar o primeiro tiro” em prol da resolução do conflito, torna histórica e delicada a missão do General, em um tênue limiar entre uso necessário ou exagerado da força. A derrota do M23, então maior grupo armado do país, em novembro se mostrou como vitória importante de uma batalha que parece longe de chegar ao seu final, contado com um líder brasileiro como protagonista…

Voltando-se para questões internas, outro excelente texto ainda trouxe reflexão sobre a polêmica questão da saúde pública no Brasil, bem como as estratégias e os programas adotados pelo governo nesta área. Às voltas com o “Programa Mais Médicos”, instalou-se, há pouco menos de um ano, enorme polêmica envolvendo a questão de “importação” de médicos. Hoje a avaliação parece positiva, apesar das críticas sempre existentes, no sentido de que o governo demonstrou pulso firme nas medidas em saúde. Méritos e dificuldades à parte, vemos que o programa se tornou um carro-chefe eleitoral do atual governo Dilma….

Postando e relembrando, esse é o “Há um ano…” na nossa Página Internacional!


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Relogio

Há um ano, o blog comentava o grupo BRICS, composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, cuja V Cúpula anual acabava de se realizar na Índia. Em uma análise crítica e construída com base em argumentos concretos (vale a pena rever aqui), apresenta-se uma reflexão sobre a real efetividade do BRICS no atual contexto internacional. Acrônimo que reúne países de inegáveis proporções estratégicas, de que forma lidar com as lutas de poder em diferentes âmbitos multilaterais (Contexto de Segurança, por exemplo) para consolidar um grupo de tamanho potencial?

Fica a pergunta no ar, em um ano em que a Cúpula será “atrasada” para realizar-se em Fortaleza, logo após a final da Copa do Mundo. Diante do impasse internacional envolvendo a anexação da Crimeia pela Rússia, o BRICS tem se mostrado um fórum em defesa do diálogo e da não exclusão dos russos do G-20 (tal como já ocorreu com o G-8/G-7). De que forma o bloco evoluirá, pouco se pode presumir, porém fato é que o papel da Rússia poderá definir rumos diferenciados de construção e embate político entre grandes potências mundiais (emergentes ou não) diante de alianças e enfrentamentos.

Outro tema discutido no blog era a (sempre polêmica) Coréia do Norte, persistindo “alheia à ordem internacional”. Diante do uso de recursos bélicos contrapostos a pressões econômicas, vemos um país perpetuar práticas de abusos contra os direitos humanos de seus cidadãos em suas mais diversas formas. Com a recente aprovação total (!) nas urnas legislativas, Kim Jong-un segue com a ditadura que manda um recado claro para a ONU “cuidar de sua vida” (!!!) em meio a debates sobre crimes contra a humanidade cometidos no país… ano após ano, apenas a gravidade das acusações parece aumentar.

Por fim, fomos brindados com uma interessante (e atemporal) reflexão sobre diferenças culturais e religiosas e a forma como reagimos a elas. Vale a releitura!

Postando, relembrando e refletindo, este é o propósito do “Há um ano…” na nossa Página Internacional!


Categorias: Ásia e Oceania, Há um ano..., Política e Política Externa


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Calendário
Neste Dia Internacional da Mulher, felicitamos todas as nossas leitoras e relembramos os principais assuntos discutidos no blog há um ano!

Em clima comemorativo, o post do ano passado intitulado “Mulheres do mundo” apresentou uma interessante reflexão sobre a data e sobre o empoderamento feminino, valendo a pena a releitura de um tema que não deixa de ser atual.

Tínhamos ainda posts do então leitor, hoje colaborador, Victor Uchôa, trazendo à tona vários temas, dentre os quais a Copa do Mundo no Brasil. A pouco menos de 100 dias para o início da Copa, toda a polêmica sobre o (des)cumprimento dos prazos, os gastos públicos exacerbados e a falta de investimentos de longo prazo em infraestrutura e mobilidade urbana refletem a realidade de um país que, como mencionado no post há um ano, pode até realizar satisfatoriamente um evento deste porte, porém não garante a melhora na vida dos cidadãos fora dos estádios…

Também o leitor Diego Antonio Perini Milão contribui com um post do leitor envolvendo futebol e política, mais especificamente em uma análise sobre a polêmica com os torcedores corinthianos na Bolívia em termos de soberania nacional: vale a pena rever sua argumentação. Há algumas semanas, o Corinthians venceu a ação frente à Confederação Sul-americana de Futebol (CONMEBOL), encerrando o caso após um turbulento ano de debates judiciais.

Por fim, o tema mais relevante no cenário internacional há um ano foi, é claro, o falecimento de Hugo Chávez. E desde então a Venezuela não saiu dos holofotes. Com a morte de seu carismático e polêmico líder, o país se viu diante de uma situação nova, dividido perante os seguidores e contestadores da herança chavista em âmbito nacional. Com Nicolás Maduro seguindo o legado de Chávez no poder, o país tem sofrido duras consequências da crise econômica na prática, com a criminalidade, a altíssima inflação e a escassez de produtos básicos surpreendendo.

Estudantes e oposição nas ruas protestam desde fevereiro pela renúncia do presidente, sendo que a morte de vários manifestantes demonstra a gravidade da crise para o país e a região. Pela primeira vez, a Venezuela solicitou à UNASUL o envio de uma comissão de observação para contribuir à solução da crise – cujos contornos se mostram ainda bastante incertos.

Postando, relembrando e refletindo: este é o objetivo da nossa coluna “Há um ano…” na Página Internacional!


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Há um ano

Ao revisitar os textos que foram publicados há um ano no blog, três temas merecem destaque. O primeiro e mais triste deles foi o post de luto pela tragédia de Santa Maria, ocorrida na madrugada de 27 de janeiro de 2013. Com um saldo final de 242 jovens mortos e mais de 600 feridos, o incêndio na boate “Kiss” configura uma das mais graves tragédias na história recente brasileira e mais um exemplo de que a justiça é morosa e ingrata com aqueles que esperam o desenrolar de seus processos.

Um ano depois, sob homenagens e protestos, os familiares das vítimas se queixam de impunidade ao perceber as dificuldades nos trâmites processuais que deixam dúvidas sobre a possibilidade real de punição dos responsáveis pelo desastre. Será que daqui a um ano a situação será muito diferente? Espera-se que sim, avalia-se que possivelmente não.

Outro tema de destaque envolvia os altos níveis de poluição na China, já que o tamanho das partículas do ar no país estava 20 vezes superior ao recomendado pela Organização Mundial de Saúde para um período de 24 horas. Um ano depois, nada mudou – muito pelo contrário (alguém surpreso?).

Pesquisas do início deste ano apontam que a poluição da China pode ser vista do espaço (!) e, ironicamente, que se comprova sua influência negativa na qualidade do ar da costa oeste dos Estados Unidos (!!). Sim, a poluição dos produtores chineses cruza o Pacífico (literalmente) e prejudica seus próprios consumidores norte-americanos… é a globalização em todos os seus sentidos.

Por fim, esse é o período em que tradicional e anualmente ocorre o Fórum Econômico Mundial, em Davos. Enquanto no ano passado o assunto ainda era a “sobrevivência do euro” e as medidas necessárias à sua salvaguarda, tal como apontado em nosso post de 2013, esse ano o tom já foi um pouco diferente.

Com a valorização do euro, aparece a ameaça contrária (mas nem por isso positiva) de deflação (ideia associada a períodos de recessão, processo inverso à inflação, entenda melhor aqui), tal como declarado pela diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Davos. Já o presidente do Banco Central Europeu refutou o grau de criticidade da declaração, garantindo estar preparado para gerenciar a situação. A ver como a moeda europeia se comporta frente aos novos desafios à sua estabilização…

Postando e relembrando, esta é a nossa Página Internacional!


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Vamos relembrar o que era destaque aqui no blog no final de janeiro de 2013?

No ano passado, a chanceler alemã Angela Merkel fez um discurso no Fórum Econômico Mundial (WEF, em inglês) cogitando medidas para salvar a zona do euro. Já naquele período o cenário europeu era temeroso, com taxas de desemprego altíssimas. Hoje se sabe que a economia da União Europeia está crescendo, o que é muito bom para o comércio internacional. Mas na zona do euro, propriamente dita, tal aumento é mínimo, sendo que as projeções do crescimento de seu Produto Interno Bruto (PIB) está na casa de 1% para este ano, segundo projeções da “The Economist”. Como as coisas mudam rapidamente, no WEF que está ocorrendo agora em Davos, na Suíça, as atenções se voltaram para o primeiro pronunciamento da presidente Dilma Rousseff. Ao final, ela disse em alto e bom som: “Nós estamos preparados para esta Copa [do Mundo de Futebol]”.

Do outro lado do mundo, a Coreia do Norte continuava a ser polêmica. Fora divulgado publicamente que o país continuaria a fazer testes com foguetes e mísseis de longo alcance. Novamente os Estados Unidos receberam com receio a notícia e logo trataram de reafirmar seus ideais. Desde então parece que alguma coisa mudou. Ontem mesmo divulgou-se que os norte-coreanos enviaram uma carta à Coreia do Sul pedindo reconciliação. Sendo verdade ou não, os sul-coreanos afirmar que o vizinho possui uma “agenda oculta” com caráter de provocação militar.

Infelizmente, no dia 27 de janeiro de 2013 ocorria aqui no Brasil o desastre de Santa Maria, cidade interiorana do Rio Grande do Sul, que vitimou 242 pessoas em razão de um incêndio durante festa na Boate Kiss. Agora em 2014 haverá uma série de homenagens e vigílias para lembrar o 1º ano da tragédia. Ficamos de luto e o pior é que até hoje a justiça brasileira não conseguiu amparar as famílias de forma satisfatória. Em depoimentos recentes, pais das vítimas dizem que a prefeitura deu as costas aos processos e tudo fica naquele “jogo de empurra-empurra”. Triste realidade.

Finalmente, também no começo de 2013 era tempo de falar em eleições presidenciais. Chile, Equador e Paraguai tiveram pleitos e nosso texto destacava a grande possibilidade de Rafael Correa continuar liderando os equatorianos, algo que se confirmou e faz de 2014 o sétimo ano do líder no poder. Para saber quais eleições ocorrerão nos próximos meses, veja nosso post “Votação cá e acolá”.

Postando e relembrando…


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