Buemba!

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Irã? Coréia do Norte? Cazaquistão? Bangladesh? Mianmar? Emirados Árabes Unidos? Venezuela? Nada disso! Segundo o Der Spiegel, o Brasil é o próximo país a desenvolver tecnologia nuclear.

A relação incômodamente próxima de Irã e Brasil já deu o que falar em outras oportunidades. Dessa vez, Teerã aceitou a mediação do Brasil para uma proposta engavetada há algum tempo. O acordo prevê que o Irã envie seu urânio à França e Rússia, para que esses países se encarreguem de enriquecê-lo e posteriormente, utilizaria o combustível processado nos reatores iranianos. O objetivo, segundo as potências, seria o de evitar que o material se destine à fabricação de armas.

A idéia do acordo surgiu em negociações conduzidas em outubro do ano passado pelo órgão regulador de energia nuclear da ONU, que pedia que o Irã enviasse 1.200 quilos de seu urânio de baixo enriquecimento – o suficiente para a fabricação de uma bomba se enriquecido no patamar necessário – para França e Rússia, onde seria convertido em combustível para um reator de pesquisas em Teerã, que fabrica isótopos para o tratamento do câncer. As potências se recusaram a reescrever o acordo para atender as exigências iranianas. (fonte: Opera Mundi)

Mas em que isso se relaciona com o ‘Brasil mal-intencionado’ ao qual o Der Spiegel se referiu? Isso é só um desdobramento de um ponto anunciado semana passada aqui no blog: o Brasil sempre flertou com a capacidade nuclear. Sei que muitos se lembram dos tempos de inspeção nuclear generalizada por parte da Agência Internacional de Energia Atômica, a AIEA, na guerra ao terror. Os inspetores tentaram verificar uma instalação de enriquecimento em Resende. Não conseguiram acesso irrestrito e isso deu o maior bafafá, posteriormente apagado.

A posição do Brasil sobre o TNP incomoda muita gente, sim. Por isso, começam a levantar as suspeitas de que o país será o próximo a brincar de arsenal nuclear no cenário internacional. O mistério que o Brasil faz acerca das instalações militares e os submarinos nucleares. A matéria do Der Spiegel termina dizendo que “mesmo sem nenhuma prova definitiva das atividades nucleares do Brasil (ainda), eventos do passado sugerem que é altamente provável que o Brasil esteja desenvolvendo armas nucleares. Nem a proibição constitucional e nem o Tratado de Não-Proliferação impedirão isso de acontecer”.

E obviamente esse holofote não estaria aqui não fosse a insistência brasileira de defender o Irã. O que move o governo brasileiro para esse lado? Reciprocidade?


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