Aventuras no Mar Cáspio

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É curioso como o medo de incomodar a Rússia e a China faz as pessoas não quererem interferir em questões urgentes do internacional.

Essa região, de baixo IDH e pequena participação na economia mundial foi palco de uma série de conflitos e polêmicas nos últimos anos, mas como fica entre a Rússia e China, todas as ações internacionais realizadas nessa região são consideradas por essas duas potências como “infrações externas na estabilidade regional”.

As tentativas separatistas da Ossétia do Sul, atentados terroristas, sumiço de navios, e até mesmo as revoltas em Xinjang, cuja etnia majoritária possui maiores semelhanças étnico-culturais com o Kazaquistão do que com a China, são situadas e/ou relacionadas com essa região.

Para aumentar os problemas, essa região é uma das mais importantes rotas de narcóticos do mundo, principalmente de ópio e heroína. Sucessivas tentativas de estabelecimentos de missões militares, bases internacionais e outras medidas coercitivas de controle do tráfico de drogas foram propostas, mas apenas as paliativas ou figurativas foram aceitas pelos grandes vizinhos da região. Afinal, essas são “questões de competência regional”, argumento utilizado nos vetos do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Como com o Sudão, Mianmar, Tibet, entre outros países que não aceitam “ingerência externa” e aparecem esporadicamente nas notícias para desaparecerem logo em seguida…


Categorias: Política e Política Externa