Aniversariante da semana

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ONU

24 de outubro de 1945 é o dia oficial de nascimento da Organização das Nações Unidas (ONU) e, portanto, na última sexta-feira celebramos seu 69º aniversário. Isto significa que há quase 70 anos entrou em vigor a Carta da ONU, em que “os povos das Nações Unidas” declaram seus compromissos diante dos princípios, da estrutura e dos objetivos da organização.

Ban Ki-moon iniciou sua mensagem oficial esse ano dizendo que a ONU é mais necessária que nunca no momento atual. De fato, em tempos tão críticos em que o mundo se defronta com desafios que vão desde uma assustadora epidemia de Ebola até históricos conflitos políticos como Gaza, uma estrutura que favoreça o diálogo internacional e impulsione esforços multilaterais se faz imprescindível.

Entretanto, nem tudo são flores e a teoria da luta por esforços compartilhados se distancia da prática de defesa de interesses individuais que tende a prevalecer. Inegável sendo que o papel da ONU é extremamente importante, imprescindível é reconhecer a necessidade de reforma de sua estrutura.

O tradicional Conselho de Segurança com o poder de veto – e, portanto, de determinação da agenda propositiva – restrito a Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido nos faz acreditar que não estamos em 2014, e sim em 1945…

Celebrar é importante e a existência da ONU foi determinante nas últimas décadas para o delineamento das pautas e decisões multilaterais entre os seus 193 países-membros. A comunidade internacional, nos mais variados espaços onusianos destinados a temas políticos, econômicos, sociais, ambientais, etc., pode se posicionar e debater os assuntos que, cada dia mais, se tornam transfronteiriços.

Às vésperas do ano em que celebraremos seu 70º aniversário, contudo, vale a reflexão sobre como tornar essa estrutura única mais eficiente e menos demagógica, alcançando na prática o seu propósito essencial de garantir a paz e a segurança internacionais


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