Agora entendi!

Por

[Pessoal, mais uma vez por problemas técnicos estou postando para outro colaborador do blog, desta vez, o Ivan Boscariol]

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Agora está tudo mais claro. Todas minhas dúvidas sobre o porque da aceitação da Venezuela foram esclarecidas!

Discordo da Adriana ao por em dúvida se a Venezuela é ou não democrática. Um estado que manda pras coxias qualquer condições mínimas de propriedade particular por estrangeiros não é apenas anti-democrático como chega a ser xenófobo, já que julga todas as empresas não-nacionais como nocivas ao sistema, sem oferecer distinção de país. E o setor petrolífero é apenas um de vários outros setores visados.

Isso não seria bom? Em teoria até parece interessante, mas é perigossísimo ter o monopólio produtivo nas mãos do Estado, principalmente se o Estado em questão possui um governo que abusa de artimanhas para legitimar-se. Ele, junto com o Irã, EUA e outros países de posição “mais firme” usam do truque barato do “inimigo em comum” para juntar o povo por uma causa e esquecer de seus problemas internos. De quebra apoiam o presidente em qualquer empreitada.

Se alguém expropria um bem nosso, com certeza o país fica no mínimo enfurecido. Mas se somos nós, fazendo isso com os mesmos argumentos dos outros, somos “nacionalistas”, “queremos o progresso nacional”.

O pior é o Brasil cogitar apoiar formalmente um governo que tem como meio comprometer qualquer forma de investimento externo, autorizando-o para UMA ZONA DE LIVRE COMÉRCIO!!! O diálogo deve ter sido assim:

–“Eu aproveito o comérico de vocês mas não interfiram nas minhas indústrias, ok Lulinha?”

–“Claro Huguinho, afinal, nós da América Latina temos que reforçar nossos laços de comepanheirismo!”

Só pra terminar, se nós queremos expandir o etanol, como que apoiamos tanto um dos maiores produtores de petróleo, que de quebra não cumpre os acordos da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo, o cartel legalizado da galera do barril)?


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