Há um ano...

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Há um ano

Ao revisitar os textos que foram publicados há um ano no blog, três temas merecem destaque. O primeiro e mais triste deles foi o post de luto pela tragédia de Santa Maria, ocorrida na madrugada de 27 de janeiro de 2013. Com um saldo final de 242 jovens mortos e mais de 600 feridos, o incêndio na boate “Kiss” configura uma das mais graves tragédias na história recente brasileira e mais um exemplo de que a justiça é morosa e ingrata com aqueles que esperam o desenrolar de seus processos.

Um ano depois, sob homenagens e protestos, os familiares das vítimas se queixam de impunidade ao perceber as dificuldades nos trâmites processuais que deixam dúvidas sobre a possibilidade real de punição dos responsáveis pelo desastre. Será que daqui a um ano a situação será muito diferente? Espera-se que sim, avalia-se que possivelmente não.

Outro tema de destaque envolvia os altos níveis de poluição na China, já que o tamanho das partículas do ar no país estava 20 vezes superior ao recomendado pela Organização Mundial de Saúde para um período de 24 horas. Um ano depois, nada mudou – muito pelo contrário (alguém surpreso?).

Pesquisas do início deste ano apontam que a poluição da China pode ser vista do espaço (!) e, ironicamente, que se comprova sua influência negativa na qualidade do ar da costa oeste dos Estados Unidos (!!). Sim, a poluição dos produtores chineses cruza o Pacífico (literalmente) e prejudica seus próprios consumidores norte-americanos… é a globalização em todos os seus sentidos.

Por fim, esse é o período em que tradicional e anualmente ocorre o Fórum Econômico Mundial, em Davos. Enquanto no ano passado o assunto ainda era a “sobrevivência do euro” e as medidas necessárias à sua salvaguarda, tal como apontado em nosso post de 2013, esse ano o tom já foi um pouco diferente.

Com a valorização do euro, aparece a ameaça contrária (mas nem por isso positiva) de deflação (ideia associada a períodos de recessão, processo inverso à inflação, entenda melhor aqui), tal como declarado pela diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Davos. Já o presidente do Banco Central Europeu refutou o grau de criticidade da declaração, garantindo estar preparado para gerenciar a situação. A ver como a moeda europeia se comporta frente aos novos desafios à sua estabilização…

Postando e relembrando, esta é a nossa Página Internacional!


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