"Ocidentalizando" a China?

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Ao que parece, Obama nem sempre se interessa por tudo que Jintao tem a dizer…

Quem diria que reality shows e filmes estadunidenses poderiam ser considerados como nocivos? Quem diria que interessar por fofocas de um “Big Brother” de vez em quando, emocionar-se com as surpresas da competição de cantores como “American Idol” ou mesmo impressionar-se com o realismo e qualidade dos efeitos gráficos de “Avatar” estaria diminuindo o nível de “cultura” da população?

Bom, na verdade, alguns até diriam isso por aqui, mas nada a ponto de o governo criar barreiras e impedimentos de acesso a essas mídias de massa. Enquanto no Brasil vemos a expansão desses programas e filmes, na China, não é bem assim que a banda toca. Não é novidade para ninguém que o governo do partido Comunista exerce censura sobre as mídias. Todavia, o controle atual não parece satisfazer o presidente, Hu Jintao, que em artigo para a revista comunista, Seeking the truth, afirmou que deve haver mais esforços para evitar a “ocidentalização” do país.

As medidas que seguiram ao artigo, no início do ano, bloquearam cerca de 2/3 dos programas de canais fechados chineses, que se pareciam demais com seus similares ocidentais, e incentivam a produção de filmes e programas que fortaleçam a matriz cultural chinesa. O que significa que não vai mais se ver nenhum “Ídolos” chinês por aí!

A ideia é simples e segue uma mesma fórmula que lembra aquela da Revolução Cultural das décadas de 1960 e 1970. Suprimir toda manifestação que tenha origem ocidental e incentivar a produção nacional da indústria cultural, mais enfocada em temas que fortaleçam o “ideal socialista” do governo. O problema é que hoje as dificuldades para um controle mais estrito parecem ser maiores.

É difícil negar que muitos programas e filmes transmitem o tal “american way of life”, como coloca Clovis Rossi, em um interessante artigo à Folha de S. Paulo do dia 5 de janeiro. E para além do estilo de vida, eu também acrescentaria que, particularmente os filmes, transmitem uma ideia implícita de nações amigas e inimigas, já que insistem em incluir referências à Rússia e, ao mais novo queridinho do cinema, o Irã. Essas menções, por mais sutis que sejam, causam um efeito significativo no imaginário da população.

Ao mesmo tempo, parece complicado resistir a essa indústria cultural. A China está a caminho de tornar-se a maior economia do mundo e os jovens do país estão conseguindo driblar os bloqueios impostos à internet. Os valores ocidentais tem de fato crescido no país. Afinal, vivemos uma era de grande conexão, de globalização que, para todos os efeitos, aparece para bem e para mal.

Um cenário como esse leva a um paradoxo de difícil resposta e difícil previsão. Até que ponto a maior economia do mundo conseguirá continuar resistindo à cultura ocidental? Não gosto de futurologia, mas podemos levantar duas hipóteses, diga-se de passagem, completamente opostas, sobre o ciclo que a China está seguindo. A primeira seria o crescimento virtuoso, em grande medida possibilitado por um governo restrito, continuar garantindo o sufocamento da cultura ocidental no país, já que, ao passo que todos estão cada vez mais dependentes da terra do meio, poucos e poucas vezes se arriscam a questionar o regime. A segunda se daria justamente de forma oposta. Por a China estar adquirindo uma posição econômica cada vez mais importante, não conseguiria seguir por muito tempo com esse projeto de grande censura aos programas de entretenimento ocidentais, já que há necessidade de ampliar seus canais de conexão com o e ganhar mais prestígio internacional.

Bom, apesar de ser difícil enxergar para além dessa neblina da indústria cultural chinesa, temos uma certeza: não veremos nenhum Big Brother chinês nos próximos meses!


Categorias: Ásia e Oceania, Política e Política Externa


País dividido…

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Como o Raphael comentou na postagem da semana passada, há cerca de um ano um dos temas que mais despertava atenção para discutirmos era a criação do Sudão do Sul. Dito e feito, em 2011 surgiu o mais novo Estado africano, mas com menos de um ano de existência já parece ter batido um recorde nada invejável.

Lembram da Síria? Sim, aquele país em que o ditador não liga a mínima para a presença de observadores da Liga Árabe (que já não está servindo de muita coisa faz algum tempo, mas não deixa de ser legítima), enquanto seu serviço secreto paga para gangues armadas chacinarem a população revoltada e mantém prisões subterrâneas onde sabe-se lá o quê é feito com os opositores amordaçados. Pois bem, a ONU reconhece que mais de 5 mil pessoas morreram lá por conta dos conflitos, ao longo de mais de 10 meses, desde o ano passado.

Bem, no Sudão, conseguiram chegar perto dessa marca, 3 mil mortos, e com mais de 50 mil refugiados junto, mas em apenas uma semana de conflito. Oficialmente, a extensão dos danos, assim como o número exato de mortos, não são claros, mas têm origem em tensões étnicas e conflitos tribais. É um Estado sendo posto à prova e falhando miseravelmente… Teria sido muito prematura essa mudança de governo? Ou já era algo de se esperar? Falta o apoio internacional? Sequestro de mulheres e crianças se somam a fome e miséria em um cenário de crise humanitária desesperadora. Enquanto isso, as coisas não são melhores no Sudão original – tudo indica que o país esteja rumando para mais uma guerra civil, com opositores clamando por uma derrubada pacífica e rápida do longevo Omar al-Bashir (algo bem difícil de se esperar de um ditador que tem no seu currículo o genocídio de Darfur e não vai largar o osso tão cedo após mais de 20 anos no poder…), e escaramuças periódicas com o vizinho do sul. E isso pra não entrarmos na questão de Darfur, que ainda rende muitas mortes e conflitos incessantes (o último, devido à morte de um líder rebelde).

Prestem atenção – vendo de maneira superficial, temos 3 focos diferentes de conflitos e crises humanitárias, em uma região que era um único país há pouco mais de um ano! O que tiramos disso tudo? Bem, primeiramente, vemos que o tempo passa, o tempo voa, e nada muda naquela região da África subsaariana – seja na Somália ou no Sudão, expectativa de melhora em curto prazo é praticamente zero. Fome, miséria e falta de governança, com governos corruptos e/ou incapazes somados à ignorância internacional, parecem ser algo endêmico e que gera conflito.

Enquanto isso, a criação do Sudão do Sul, em que se esperava haver a possibilidade de finalmente conter a guerra civil que existia há décadas, serviu apenas para reduzir a escala do conflito e limitar seus participantes – sem que se diminuíssem a crueza dos combates e o sofrimento humanitário. Por fim, uma ligação curiosa e irônica entre os casos da Síria e do Sudão – o chefe da criticada e, até o momento, pouco efetiva missão de observadores é um aliado de al-Bashir e procurado pelo TPI por ser um dos criadores das milícias “janjaweed”. Com essa experiência, não é de se espantar que a missão de observadores não esteja dando muitos frutos…


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Que vença o melhor

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Ou não. Definir quem será o melhor candidato, aquele que represente a base republicana, não é tarefa fácil. Em outro artigo, já havia tratado do sistema eleitoral norte-americano, o qual apresenta peculiaridades interessantes e enseja debates intensos dentro dos partidos majoritários nos Estados Unidos. A longa e árdua jornada, que começou oficialmente nesta terça-feira, culminará na convenção do partido republicano em agosto. Somente então, o candidato será oficialmente anunciado pelo partido e embarcará em uma nova disputa contra o atual presidente Barack Obama.

No caso republicano, o cenário que se afigura é o de um presidente cambaleante ante o nível de desemprego alto e sua popularidade baixa. Nenhum presidente, exceto Ronald Reagan, foi eleito com um índice de desemprego superior a 6% (Obama enfrenta 9,1%). Desta forma, haveria uma oportunidade de retomada do poder pelos republicanos. O termo “haveria” é proposital, uma vez que a vantagem depende da união da oposição em torno de uma candidatura. Até o momento não parece existir tal preceito.

De um lado, figura Mitt Romney, tido com um conservador moderado; de outro, aparecem Rick Perry, Rick Santorum, Newt Gringrich e Ron Paul, que se colocam junto à base republicana mais conservadora. No caso de vitória do primeiro, existe a possibilidade de enfraquecimento do partido junto aos mais apegados a ideários defendidos, por exemplo, pelo Tea Party. Considerando uma vitória do segundo grupo, há a possibilidade de rejeição dos mais moderados e mesmo dos independentes. Romney é conservador, ainda que para alguns não o suficiente, aparentando ser o que possui as melhores credenciais para enfrentar Obama.

Contudo, a corrida norte-americana pela Casa Branca reserva surpresas. Há seis meses, Romney liderava as pesquisas, há três meses foi a vez de Rick Perry assumir a ponta, logo depois veio Herman Cain seguido por Newt Gringrich, para finalmente Romney voltar a liderar. Tudo pode mudar, talvez agora com as disputas estado por estado o cenário comece a se solidificar. Na primária de Iowa, que abriu a disputa republicana, Romney venceu Santorum por oito votos (ambos com 25% do total), seguido por Paul com 21,3%, Gringrich com 13% e Perry com 10,3%. Desistentes vão ficando pelo caminho, tal qual Bachman, Cain e Huckabee, enquanto a disputa começa a se circunscrever a poucos.

Obama, mesmo negando, já está em campanha. Como se estivesse em uma pole position, esperando alguém se posicionar do seu lado para a largada. A vantagem pode não ser numérica, relembrando os últimos dados relativos àeconomia e projeções para a eleição, mas resta tempo para Obama limpar seu lado da pista e torcer para que as primárias republicanas causem avarias ao oponente. Tudo pode mudar já na primeira curva. O atual presidente, que tem alguma vantagem, necessitará alinhar seu discurso a conquistas (essencialmente na economia e no combate ao desemprego). O “change, we believe in” e o ser diferente do tradicional de Washington, parte da plataforma adotada em 2008, foram suplantados por dados reais. Resta esperar o combatente escolhido para enfrentá-lo. Que vença o melhor?


Categorias: Estados Unidos


Falklands ou Malvinas?

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E o Ano Novo começa com uma antiga reivindicação dos nossos hermanos argentinos: a soberania das Ilhas Malvinas (ou Falklands, para os britânicos). Na semana de comemoração (?) dos 179 anos de ocupação do território pelo Reino Unido, ocorrida em 1833, a recente decisão do Mercado Comum do Sul (Mercosul) de proibir a presença de barcos com a bandeira das Malvinas em seus portos alcança ainda mais repercussão.

Depois de o Brasil, o Uruguai e, obviamente, a Argentina acordarem tal proibição (o Paraguai não tem litoral) no final do ano passado, agora o Chile também entra na lista dos apoiadores diretos. As iniciativas de isolamento das ilhas têm gerado preocupação no meio diplomático britânico, o qual considera sem justificativa o prejuízo do sustento da colônia.

A necessidade de retomada das negociações acerca da soberania das Malvinas vem sendo constantemente exposta há anos pelo governo argentino, sem que os britânicos cedam em aspecto algum. Em fóruns multilaterais, a importância deste diálogo já foi reforçada pelos países-membros do Mercosul, da União de Nações Sul-americanas (Unasul), da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), da Cúpula de Países Sulamericanos e Países Árabes (ASPA), da Cúpula de Países Sulamericanos e Africanos (ASA), do Grupo dos 77, entre outros mais… contudo, nenhum mecanismo foi ainda capaz de provocar a mobilização do governo inglês neste sentido.

É claro que, para os ingleses, não se trata apenas de uma região estratégica do ponto de vista geográfico nas Américas, mas também – ou principalmente – do ponto de vista político-econômico: a exploração dos recursos naturais locais (petróleo!) e a realização de atividades militares nas ilhas, por exemplo, deixam claro alguns dos motivos pelos quais o país da Rainha permanece intransigente. (Confira aqui um interessante post já publicado no blog a respeito.)

Segundo a chancelaria argentina, apenas uma solução pacífica, mas definitiva, a essa disputa pela soberania das ilhas acarretará o fim de “[…] uma anacrônica situação, incompatível com a evolução do atual mundo pós-colonial”. Enquanto isso não acontece, meios diversos vem sendo adotados pela Argentina e seus parceiros, tal como esta polêmica decisão de fechamento dos portos brasileiros, uruguaios, chilenos e argentinos às embarcações das Malvinas (aguardemos suas consequências!).

O mundo “pós-colonial” em que vivemos enfrenta ainda muitos desafios internacionais, sendo a luta pela soberania das Malvinas um dos mais conhecidos e complicados. Por um lado, há a indisponibilidade britânica ao diálogo que pode acarretar a perda de um território de grande relevância geopolítica na atualidade. Por outro lado, a pressão sul-americana vem sendo promovida das mais variadas formas possíveis.

Entretanto, mesmo após quase dois séculos, a disputa não parece ter um fim próximo. Pelo menos não enquanto o Reino Unido não enxergar uma contrapartida à altura para ceder e conceber que as Falklands sejam, oficial e finalmente, as Malvinas argentinas…


Categorias: Américas, Polêmica, Política e Política Externa


Há um ano...

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Para o primeiro texto de nossa coluna de 2012, nada melhor do que retomar as discussões marcantes que a Página Internacional realizava logo no início de 2011. Expectativas sobre o governo Dilma e sobre o futuro da zona do Euro, o plebiscito que levaria à divisão do Sudão e a “talebanização” da faixa de Gaza eram os temas abordados na primeira semana de 2011 no blog.

No primeiro texto do ano (confiram aqui), de autoria do Luiz Felipe, nos é apresentada a grande expectativa em torno do governo Dilma e a dificuldade de se preenchê-la. Não uma expectativa de ruptura, de muito novo, mas de continuidade e com um estilo próprio. Essa dúvida, ainda hoje, nos é apresentada diariamente. Da famosa “faxina” de ministros com posturas inadequadas até a adoção de posições um pouco diferentes na política externa, um ano depois, Dilma parece ainda viver o dilema dos indicados pela continuidade. Já tem demonstrado um estilo próprio e parece não compartilhar da noção política de confiança de seu antecessor, mas, ainda é preciso mais tempo e, nesse ponto, um ano depois, a pergunta central do post se mostra muito atual.

A adesão da Estônia à União Europeia, como colocou o Álvaro (clique aqui para conferir), era um dos poucos sorrisos que os países europeus, após três anos de crise, conseguiam esboçar no início de 2011. Quem diria que, no início de 2012, as tentativas de represar e ignorar a crise iria formar a enchente que derrubaria os líderes gregos, italianos, portugueses, espanhóis e desencadearia nos milhões de indignados pelo continente?

Enquanto isso, na África, a Bianca nos brinda com um excelente texto sobre o plebiscito que levaria à emancipação do mais novo Estado da ONU, o Sudão do Sul (confiram aqui!). Comparando a atuação das grandes potências do século XIX a audácia dos homens descrita no mito bíblico da Torre de Babel, o texto nos leva mais a fundo na realidade do país.

Na mesma semana, Giovanni levanta uma interessante crítica a uma notícia recorrente à época sobre a possível “talebanização” de Gaza, significando que como o Taleban no Afeganistão, o Hamas estaria tomando caminho semelhante ao se tornar a organização política dominante no país de maneira quase imperceptível aos olhos de todos (clique aqui para relembrar).

Esses eram os temas abordados na primeira semana do ano passado pelo blog. Além desses textos, também demos seguimento a nossa coluna, Conversando com a Teoria, abordando um estudo de caso do liberalismo.

Como já é usual, observamos temas caducando e outros ganhando cada vez mais prosseguimento. A crise Europeia como o tema do momento, o futuro do governo Dilma como uma dúvida recorrente e as incertezas sob o domínio da faixa de Gaza como questionamento permanente.

É isso aí, pessoal, postando, discutindo e relembrando!


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Estreitando relações

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Com o fim das festas de fim de ano, voltamos a analisar o que anda acontecendo pelo mundo de um modo mais atento. Mas 2012 não traz tantas novidades em termos de protagonistas – a notícia do momento é aquela movimentação meio exagerada de navios e porta-aviões no estreito de Ormuz, em resposta à ameaça iraniana de fechar uma das principais rotas de escoamento de petróleo. Afinal, 40% do “excremento do diabo” que é produzido no mundo passa por lá, o que faz com que essa ameaça faça muito mais do que deixar os mercados importadores de cabelos em pé.

Pra variar, é o Irã que causa a comoção, jurando que consegue fechar facilmente o estreito caso haja imposição de mais sanções a seu programa nuclear. Sim, esse mesmo (que pelo jeito vai dar o que falar em 2012). A resposta tinha como endereço a Comunidade Europeia, mas quem veio ao resgate foram os EUA, mandando porta-aviões e outros navios de guerra para “exercícios de rotina” na região.

Os mais exasperados já levantam a possibilidade de guerra em médio prazo. Afinal, para os que não estão familiarizados com estudos estratégicos, o envio de navios é o sinal mais claro de projeção de poder, ainda mais com a presença de um único porta-aviões com capacidade maior que a de muitas forças aéreas do mundo. Além do mais, Israel anda meio ressabiado (mesmo que muita gente por lá considere uma tolice entrar em guerra agora), e o principal entusiasta da demonização do Irã, a Arábia Saudita, finalmente se viu diretamente ameaçada e com uma desculpa legítima pra pedir o amparo de Washington (e, no meio do processo, comprar quase 100 aviões de caça em troca de uns petrodólares).

Mas, não é pra tanto. Como dizia o Raymond Aron, os dois braços das relações exteriores de um país são suas forças armadas e sua diplomacia, e esse tipo de manobra é bem comum na política externa, ainda mais dos EUA. Basta ver como eles reagem à presença chinesa no Pacífico – se Beijing faz acordos ou aumenta sua presença militar, lá vão os EUA fazendo exercícios navais e coisas do gênero. E, no fim, todos trocam sorrisos, dizem que são exercícios de rotina e a vida continua, com um reconhecendo a presença e o poder do outro, e sem um tiro disparado. Não se surpreendam se o mesmo ocorrer nas próximas semanas – EUA manda porta-aviões, Irã testa mísseis, muita especulação… e no fim, cada um volta pro seu canto.

No caso de Ormuz, temos um Irã arredio, mas que dependia de um blefe arriscado. Agora que os EUA já responderam com sua presença marítima, é muito improvável que vá ocorrer qualquer conflito – o Irã não se arriscaria a ir às vias de fato, ainda mais nesse momento em que sua influência está se dando de um modo muito mais brando (e exitoso) em outros países da região como a Síria e o Iraque. O risco de uma manobra assim não compensaria os custos. Na verdade, nem mesmo os EUA querem (mais) uma guerra. Os únicos que estariam mais inclinados a isso seriam Israel (com algumas ressalvas) e a Arábia Saudita, que só tem a ganhar com uma invasão ao Irã. Enquanto isso, Teerã tem meios mais interessantes de mexer com o preço do petróleo, e na verdade esse grande blefe teria servido na verdade apenas para mostrar que, independentemente dos meios, o país pode retaliar a possíveis sanções, só pelo fato de se sentir à vontade para fazer essas ameaças…


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