sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Incoerência Norte-americana?


Hoje o post será rápido.


Gostaria de chamar a atenção dos leitores para o lançamento por parte dos Estados Unidos de sua nova Estratégia Nacional de Inteligência dos EUA. Tal documento, composto por duas partes, uma pública e outra secreta, tem não só o objetivo de prestar contas à sociedade norte-americana sobre os gastos do governo com a defesa nacional, mas também tem caracter doutrinário.


O documento menciona China, Rússia, Irã e Coreia do Norte como os países que têm a capacidade de desafiar os interesses americanos, e apresenta as formas como isso pode ser feito. O que parece um pouco incoerente nisso tudo é que se admite que nenhum país da América Latina é capaz de representar uma ameaça aos Estados Unidos. Fica a pergunta: Para que servem as bases na Colômbia?


Se aqui não há eventos que possam afrontar a potência do norte, também não deveria haver a necessidade de um incremento militar de tal monta.


No entanto, a Estratégia Nacional de Inteligência elenca como problemática a existência de grupos "insurgentes que desestabilizam regiões de interesse estratégico" e "organizações criminosas transnacionais", incluindo as do narcotráfico. A presença militar americana na América Latina tem como vetores essas duas ameaças. Tenho sérias dúvidas sobre a funcionalidade da ação de forças militares para o combate desses problemas. Parece-me um uso desmedido da força na medida em que se trata de problemas de segurança interna e que, portanto, deve receber atenção das forças responsáveis por manter a ordem interna como por exemplo, a força polícial.


Tal estabelecimento de parâmetros tende a levar a uma maior insegurança, ao contrário do efeito a que se destina...

Um comentário:

  1. O unilateralismo estadunidense é intrigante. Se preocupam em imobilizar as forças contrárias ao seu desenvolvimento sempre justificando suas atitudes como para o bem-estar mundial. Tentam disfarçar numa carapaça de amizade todo o interesse político-econômico de seus atos. O mundo não precisa mais do imperialismo do Tio Sam, que gerou crises e confrontos históricos a troco da soberania norte-americana. Só eles não perceberam isso ainda.

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