11/09: dez anos depois…

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A Página Internacional não poderia se ausentar deste importante debate em curso, que tomou conta dos noticiários, das análises de relações internacionais e mesmo das ruas. Todos estamos lembrando a data fatídica de dez anos atrás, cujos significados ainda tentamos investigar e depreender. Nada melhor para começarmos do que a poesia inigualável de Robert Frost, em Road Not Taken, no sentido de avaliar as estradas que divergem e os caminhos que se escolhem, bem como as consequências que advêm dessas escolhas.

Será que o mundo, de fato, mudou após o 11/09? O evento foi um ponto de inflexão nas relações internacionais, em geral, e na orientação dos países no cenário internacional, em específico? No plano cognitivo, estamos diante de novas ideias ou de velhas ideias que foram apresentadas como novas? Será o marco de um processo de declínio dos Estados Unidos? De uma nova ordem internacional? Os indivíduos estariam adquirindo maior voz e representação, ainda que por meios reprováveis? O que dizer acerca das guerras, economia, expressões culturais, movimentos sociais, organizações internacionais, desenvolvimento científico-tecnológico, etc., neste novo milênio?

Estas são apenas algumas questões de uma lista extensa, e quase interminável, de perguntas que poderiam ser feitas sobre o decênio vivido. São questões que intrigam, provocam e despertam a curiosidade em todos nós, telespectadores de um mundo agitado, vivenciando a novidade ou enxergando (finalmente) a velharia. O importante é não prescindir desses questionamentos, exercitar nossas dúvidas continuamente para buscar respostas e determinar ações. Ambas sempre variáveis e, constantemente, submetidas ao escrutínio.

Leitores, amigos e analistas, convidamos todos vocês para refletirem em conjunto com a Página Internacional sobre os dez anos subsequentes aos atentados de 11/09. Vamos debater os posts que forem publicados, argumentar, escrever, aprender, ensinar, criticar… Vamos mergulhar nesta aventura hercúlea de compreensão desta realidade fluída, cujos caminhos e esoclhas parecem sempre escoar para os confins de nosso intelecto, forçando-nos a buscar novos horizontes por onde velejar e cais para aportar.

O convite está feito e, no espírito da canção de Bob Dylan, este post se encerra deixando mais uma provocação para discutirmos o 11/09 e seus desdobramentos: “How many times must a man look up before he can see the sky?”


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