11 anos depois do 11/09

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11 anos se passaram desde o fatídico 11 de setembro de 2001, a data que ficou eternizada na memória internacional como o dia em que o grande império estadunidense se viu abalado por uma ameaça até então desconhecida, o terrorismo. Ano após ano, homenagens às vítimas são feitas e a tragédia é relembrada, assim como são relembradas todas as suas consequências que marcaram a política internacional desta última década.

No dia de hoje, Obama (re)afirmou que as vítimas destes atentados nunca serão esquecidas. De fato, eterno deve ser o respeito à dor dos familiares daqueles que morreram sem saber que se tornariam parte de um momento assim histórico (infelizmente). Entretanto, um sábio pensamento de Benjamim Franklin pode nos proporcionar uma válida reflexão: “O esquecimento mata as injúrias. A vingança multiplica-as”…

Talvez seja tempo de esquecer um pouco. O que não significa desmerecer o acontecimento ou defender posições extremistas – de quaisquer que sejam os lados. Apenas esquecer, deixar um pouco de lado, olhar com outros olhos. E, forçosamente ou não, parece que este tem sido o tom para boa parte dos cidadãos dos Estados Unidos neste momento.

Diante do fenômeno da crise financeira e dos elevados índices de desemprego que têm assolado a população nos últimos tempos, a ameaça terrorista assume papel secundário no presente ano de eleições estadunidenses. A economia e o trabalho têm se mostrado aspectos muito mais sensíveis aos eleitores, evidenciando uma mudança de perspectiva – a qual não poderia nem ser imaginada há alguns poucos anos atrás.

Se seguirmos a filosofia de Franklin, ao esquecer podemos provocar o efeito pretendido pela vingança, liquidando as injúrias pela falta de importância que lhes conferimos. Talvez essa lógica não possa ser assim tão facilmente aplicada ao complexo cenário das relações internacionais, dadas as intricadas consequências derivadas do posicionamento de cada ator – especialmente quando se trata dos irmãos do norte.

Contudo, esta década parece estar sendo marcada por novos desafios, mesmo no que se refere ao gigante estadunidense. Esquecer ou, talvez melhor, reavaliar se torna uma necessidade, diante da qual a realidade se vê. Quantos 11 anos ainda serão necessários para que o 11/09 seja “esquecido”, no sentido mais respeitoso que se possa conferir ao termo, ainda é difícil prever, mas que durante esses 11 anos passados muitas coisas mudaram, ah, disso ninguém duvida.


Categorias: Defesa, Estados Unidos, Paz, Segurança


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