100 anos de Jorge

Por

“Não tenho nenhuma ilusão sobre a importância de minha obra,

mas, se nela existe alguma virtude, é essa fidelidade ao povo brasileiro.”

Jorge Amado, o “contador de causos”, o “romancista do povo”, aquele que por meio de seus livros melhor descreveu a excentricidade de um país tão diverso e se tornou um dos mais ilustres escritores brasileiros da história. Sem ilusões sobre a importância de sua obra e sempre fiel ao povo brasileiro, seu feito é praticamente inigualável. Hoje, comemorando o centenário de seu nascimento, vale a pena relembrar um pouco de seu histórico e prestar-lhe uma singela homenagem no blog.

Quando se trata desse célebre e celebrado baiano, os números impressionam: sua obra é composta de 23 romances (além de memórias, contos, biografias e obras infantis), publicados em 49 línguas e 55 países. Trata-se do segundo escritor brasileiro com mais livros vendidos na história (cerca de 50 milhões), ficando atrás somente de Paulo Coelho (140 milhões).

Leitura obrigatória aos amantes da literatura brasileira, Jorge Amado é aclamado por seu estilo irreverente e seus personagens marcantes, tendo nos brindado com clássicos como “Capitães de Areia” (1937), “Gabriela, Cravo e Canela” (1958), “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1966) e “Tieta do Agreste” (1977). Histórias que já foram (e estão sendo) adaptadas para o teatro e a televisão, tornando ainda mais populares seus personagens. [Teste seus conhecimentos sobre a obra de Jorge Amado aqui.]

Narrando um Brasil à sua maneira, honrando suas origens baianas e ilustrando com suas palavras o que há de mais tradicional em nosso país, Jorge Amado se tornou um ícone. Neste dia em que, se vivo, comemoraria 100 anos, nada mais justo que comemorarmos todos sua existência, seu trabalho e seu legado. [Confira algumas das homenagens prestadas ao autor no dia de hoje aqui e aqui.]

“Eu sou muito otimista, muito. O Brasil é um país com uma força enorme. Nós somos um continente, meu amor. Nós não somos um paisinho, nós somos um continente, com um povo extraordinário.”

Que suas palavras possam nos inspirar a – como ele próprio tão bem o fez – conhecer cada vez melhor as origens de nosso país e transmitir ao mundo o que há de mais genuíno em nossa rica cultura. Só podemos ser um “povo extraordinário” graças a pessoas extraordinárias. E extraordinário assim Jorge Amado foi, e ainda é: eterno em sua obra que é lida e recriada a cada dia por seus milhões de admiradores pelo Brasil e pelo mundo inteiro. 


Categorias: Brasil, Cultura


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